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Excluído de anistia, Atlético-PR compra briga com a federação

Clube alega ser credor da FPF em mais de R$ 10 milhões, enquanto entidade sustenta tese contrária

Altair Santos, iG Curitiba |

No final do ano passado, a Federação Paranaense de Futebol (FPF) decidiu isentar os clubes de dívidas que possuíam com a entidade desde 2005. Em maior parte, os débitos se referiam a taxas de arbitragem. A soma chega a R$ 370 mil, mas o que chamou a atenção é que o Atlético-PR foi o único não anistiado.

A questão envolve um processo movido pelo clube há mais de uma década contra a federação, relacionado a um contrato de uso do estádio Pinheirão. Entre as décadas de 1980 e 1990, o Atlético mandou seus jogos no local e o acordo previa que haveria participação nos lucros na exploração dos bares e das placas de publicidade.

Depois que se mudou para a Arena da Baixada, em 1999, o Atlético moveu uma ação contra a FPF reivindicando o pagamento. A federação foi condenada em 1.ª instância a pagar mais de R$ 10 milhões ao clube. Porém, com a troca de comando na FPF, o atual presidente Hélio Cury orientou o departamento jurídico que recorresse da decisão.

Por isso, a FPF passou a se posicionar como credora do Atlético, em vez de devedora, o que resultou na não isenção do clube. A medida causou reação atleticana. Na sexta-feira, foi emitida uma nota oficial com tom de desmentindo à versão da federação e reivindicando a inclusão do Atlético na anistia de dívidas.

Um dos trechos da nota diz: “A Direção do Atlético Paranaense vem esclarecer que o clube não é devedor de nenhuma quantia à FPF. Pelo contrário, é a FPF quem é devedora do CAP, por valor que supera os 10 milhões de reais em razão de sentença judicial proferida pelo Juízo da 1ª Vara Cível de Curitiba e já transitada em julgado (...) O Atlético já apresentou provas cabais e detalhadas de que não pende nenhum valor em favor da FPF.”

O Atlético também avisa que enviou ofício requerendo a baixa e exclusão definitiva do alegado débito junto aos registros contábeis da FPF. Procurada, a federação comunicou que não iria se manifestar até que o processo tenha uma sentença definitiva.
 

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