Oscar Ruiz, hoje instrutor da Fifa, faz palestra no Footecon e concorda com proibição de manifestações em redes sociais

Vicente Seda
O ex-árbitro colombiano Oscar Ruiz brinca com um cartão vermelho no Footecon
Oscar Ruiz, ex-árbitro colombiano com vasta experiência em jogos internacionais, hoje é instrutor da Fifa e fez, nesta quarta-feira, no Rio, uma palestra sobre a influência do comportamento dos técnicos nas partidas. Após figurar no quadro da entidade entre 1995 e 2011, ele não mostrou muita empolgação com o anúncio de Joseph Blatter da inclusão da tecnologia na arbitragem da Copa de 2014, no Brasil.

"Tem de verificar se a tecnologia é 100% efetiva, se funciona em todos os casos. Acho que vai beneficiar, mas a tecnologia também tem erros. Acredito que a Fifa irá testar os equipamentos para ter certeza de que a tecnologia vai ajudar a decisão do árbitro. Isso tem de ser experimentado", analisou, durante o Footecon, seminário sobre futebol organizado por Carlos Alberto Parreira.

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Ruiz aprovou a decisão da Fifa de proibir árbitros de se manifestarem em redes sociais e chegou a citar o caso entre Neymar, do Santos, e Sandro Meira Ricci - o jogador foi condenado a pagar R$ 15 mil ao árbitro pela publicação de ofensas em uma rede social.

"Foi uma decisão correta da Fifa, porque gera muita controvérsia, com alguns pronunciamentos de árbitros sobre dirigentes e outras coisas que não cabem. Por isso é melhor cancelar mesmo. Aqui no Brasil houve uma situação externa, caso do Neymar e o árbitro Sandro Meira Ricci, que gerou muito problema. O árbitro deve conservar sua autoridade", disse.

Sobre a palestra desta terça, afirmou que os técnicos têm influência direta no comportamento dos jogadores e que devem colaborar para o bom andamento dos jogos. "Primeiro o técnico tem de saber a regra do jogo, pois o técnico pode criar um clima forte antes, durante e depois da partida. Lembramos a partida entre Real Madrid e Barcelona este ano, com as declarações do Mourinho e do Guardiola. Técnico e jogador é como uma relação de pai e filho, se o pai se porta mal, é grande a probabilidade de o filho também se portar assim. Se o técnico reclama o tempo todo, o jogador também vai reclamar."

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