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Ex-árbitro inglês revela os segredos das intimidações no futebol

De simples "agrados" antes dos jogos, vista grossa em alfândegas, até a intimidações dentro e fora de campo. Veja as táticas dos clubes

Pedro Taveira, iG São Paulo |

Em uma partida de futebol, vale tudo para que as coisas aconteçam, digamos, como o planejado, certo? Como ninguém quer ser derrotado, não custa nada dar uma “forcinha” extra para garantir que nada fuja do controle. É o que tentaram fazer José Mourinho e Pep Guardiola no clássico entre Real Madrid e Barcelona na última quarta-feira. E é o que revela Graham Poll, considerado o melhor árbitro da história da Inglaterra, ao jornal Mail Online.

As histórias, ou táticas, são das mais variadas possíveis e vão de simples “agrados” aos árbitros e suas famílias antes dos jogos, vista grossa em alfândegas, até a intimidações dentro e fora de campo. Poll deixa claro que os clubes e seleções não medem esforços para deixar os árbitros confortáveis. Mas ai deles se as coisas não derem certo.

Confira abaixo as táticas usadas por clubes e seleção para colocarem os árbitros a seu favor:

Não deixar nada passar
Quando José Mourinho estava no Chelsea, convidou Poll para o treino e o apresentou a seu elenco como “o árbitro número 1 não da Inglaterra, mas da Europa”. Depois de o time derrotar o Manchester United, o português perguntou ao inglês se ele precisava de algo e ouviu que os vestiários de Stamfod Bridge poderiam ser melhorados. Meses depois, Poll voltou lá e pôde até ver televisão antes da partida.

Clubes influenciam na escolha dos árbitros
Em sua primeira partida no Camp Nou, Poll viu o Barcelona ser derrotado pela Juventus por 1 a 0. Apesar de não ter havido polêmicas no duelo, o árbitro não foi mais escalado para apitar no estádio pelo resto de sua carreira.

Conheça a família do juiz
Um grande time europeu costuma dar uniformes oficiais nos tamanhos corretos para os filhos dos árbitros. Apenas uma hospitalidade, é claro.

Getty Images
Graham Poll é considerado o melhor árbitro da Inglaterra em todos os tempos
Visto não é necessário
Escalado para conduzir Azerbaijão x Finlândia, Poll foi escoltado do avião até seu hotel sem qualquer preocupação com segurança. Depois que o time visitante venceu, foi despejado na entrada do aeroporto e teve de pagar uma taxa referente aos documentos não apresentados na chegada para poder sair do país.

Não mexa com os times grandes
Um árbitro estava em Turim e expulsou dois atletas da Juventus em um jogo. Ainda no túnel de volta aos vestiários, ouviu do presidente que nunca mais apitaria uma partida do clube ou na Itália.

Escudos de alerta
Como aconteceu com Wolfgang Stark na última quarta-feira, Poll já teve que sair de campo escoltado por escudos policiais. Na Turquia, ele conta, já ocorreu até antes do jogo, como uma forma de aviso do que poderia acontecer ali.

O que há na mala?
Após apitar confronto entre Paraguai e Colômbia, um representante da seleção colombiana presenteou Poll com algum tipo de pó. Preocupado, um auxiliar declarou o produto misterioso à alfândega paraguaia e descobriu que se tratava de café.

O jantar está servido
Uma vez foi prometido ao trio de arbitragem um banquete pós-jogo, mas, diante da derrota do time da casa, os oficiais acabaram em um bar não muito hospitaleiro.

Faça um tour pelo museu
O Real Madrid, clube mais vencedor da Europa em toda a história, sempre leva os juízes para um tour em seu museu. Um gesto amigável, que, sem dúvidas, mostra quão grande e poderoso ele é.

Getty Images
Intimidações de técnicos e dirigentes nos túneis para os vestiários são comuns nas partidas
Quanto você quer?
Muitos clubes dão uniformes e broches para os oficiais colecionarem. Já o Borussia Dortmund cede uma cesta de compras para que os juízes encham. Já o Liverpool aplicou uma vez o “desconto para árbitros”.

Caçada dentro de campo
Jogadores de um time se revezam ao cometer faltas nos melhores atletas de outro. O objetivo, claro, é tirar o craque do jogo.

Discussão em massa para proteger
Após o árbitro marcar uma falta, um grupo de jogadores vai pressioná-lo. Se vai apenas um reclamar, este recebe o cartão amarelo. Enquanto os companheiros reclamam, o autor da infração sai de fininho para não ser punido.

Discussão em massa para ganhar
Jogadores se amontoam em cima do juiz para aumentar a grávida da falta de um oponente e causar, se possível, uma expulsão. Foi o que ocorreu com o Barcelona e Pepe na última quarta-feira.

Discussão em massa para intimidar
Quando uma falta pequena é marcada, os atletas vão para cima do árbitro com o objetivo de tirar sua confiança. “Isso é o que acontece quando você aplica uma falta insignificante contra a gente. Pode imaginar o que vai ser se marcar um pênalti?”, dizem os jogadores.

Comentário no túnel
Frequentemente os técnicos aproveitam a área dos túneis para plantar uma semente de dúvida na cabeça dos árbitros sobre um determinado lance do jogo. E isso funciona. Se o juiz marca faltas em um atleta que está, supostamente, se jogando sobre os adversário, não o fará no segundo tempo.

Intimidação da torcida
Torcedores vaiam e tem reações exageradas em pequenas infrações. A pressão vai crescendo dentro da cabeça do árbitro, em especial em ambientes não familiares. A mais efetiva é a vaia incessante que continua até que o juiz marque uma falta para o time da casa.

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John Terry, do Chelsea, tem que ser contido para não ir para cima do árbitro Graham Pool (à direita)

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