Horacio Elizondo disse que o futebol argentino está "em um mar de confusão" atualmente

O ex-árbitro argentino Horacio Elizondo alfinetou o presidente da Associação de Futebol Argentino, Julio Grondona, e afirmou nesta quinta-feira que em seu país há juízes que apitam partidas profissionalmente e ao mesmo tempo fazem o papel de empresário deles.

Após a Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, Elizondo foi eleito diretor da DFA (Formação Arbitral Argentina) e Julio Grondona, presidente da AFA. "Quando assumi a DFA me dei conta de muitas coisas: vi que há árbitros que representam os jogadores. Tinha um que trazia meninos das províncias e os colocavam na primeira divisão", disse Elizondo à rádio "Rivadavia".

"Não tinha provas. Mas eu disse isso para Grondona e ele não disse nada, como sempre. Muita gente diz coisas pra ele: do que aconteceu, o que acontece e do que acontecerá, mas sempre segue tudo igual. Minha função na DFA terminou, porque entrei com vontade de mudar a arbitragem, mas essa autoridade que eu achei que eu tinha foi se diluindo com o tempo e as mudanças não foram possíveis", comentou.

Elizondo continou criticando Julio Grondona: "Tudo passa por ele. Jamais me explicou nada. Com ele é assim. Estamos em um mar de confusão. Hoje não sabemos que torneio iremos ter. Na seleção, mudaram milhares de técnicos que de alguma maneira mereceram estar lá", declarou o ex-árbitro.

Elizondo é o único árbitro que dirigiu a partida de abertura e a final de um mesmo Mundial (2006) e é lembrado por ter expulsado Zinedine Zidane na decisão, após a cabeçada do francês em Materazzi.

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