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Estatística confirma queda de rendimento apontada por Carpegiani

Análise dos números do São Paulo na vitória sobre o São Bernardo mostra desempenho ruim no segundo tempo

Levi Guimarães, iG São Paulo |

Se quiser cobrar o elenco são-paulino pela grande queda de rendimento que o time mostrou no segundo tempo da vitória por 3 a 0 sobre o São Bernardo, o técnico Paulo César Carpegiani tem bons argumentos: as estatísticas. Números do Footstats mostram que o treinador estava certo ao dizer, após a partida, que não se iludia com o bom placar.

“A vitória é sempre importante, independente de ir bem, mas lógico que no futebol é bom vencer e convencer. Fizemos um primeiro tempo bom, a equipe foi muito inteligente, jogou pelos flancos, não deixou o adversário jogar. Mas no segundo tempo houve um desinteresse, e isso não pode acontecer. Me preocupa, mesmo sendo início de temporada”, disse Carpegiani na entrevista coletiva após o jogo.

As maiores discrepâncias entre as duas etapas do confronto com o São Bernardo foram nos critérios finalização, escanteios, rebatidas e posse de bola. Demonstrações de que, de fato, o São Paulo recuou no segundo tempo e ofereceu melhores condições para o adversário crescer na partida.

AE
Contra o São Bernardo, apesar da vitória, São Paulo viu o adversário crescer no segundo tempo

Enquanto no primeiro tempo os comandados de Carpegiani arriscaram 9 chutes a gol, no segundo foram apenas 5. O número de escanteios a favor foi de 4 contra 0. Na primeira etapa, a defesa são-paulina precisou rebater a bola em 13 oportunidades e, na segunda, com maior volume de jogo do rival, em 20.

A posse de bola é um item à parte, já que foi onde o São Bernardo conseguiu a maior “virada”. Enquanto nos 45 minutos iniciais o São Paulo teve domínio pleno, com 6:51 contra 4:55 de posse do adversário, na etapa final os donos da casa foram superados com 5:58 contra 6:07 dos visitantes.

Outros itens também confirmaram a queda de produtividade no segundo tempo. Entre eles, troca de passes (218 no primeiro tempo x 187 no segundo), dribles (12 x 5) e desarmes (19 x 11). Por isso, apesar de achar normal o time dar uma “relaxada” ao estar vencendo, o atacante Dagoberto valorizou as cobranças de Carpegiani.

“Isso é muito bom. Um cara que cobra bastante. Muitas vezes o jogador é acomodado, e ele cobra muito, passa a parte tática, que ano passado fizemos várias vezes. Está implantando a filosofia dele, acho que é mais correto isso”, afirmou o camisa 25.

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