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Estádios mal conservados atrapalham Paranaense 2011

Comissão de vistoria da FPF não libera nenhuma praça do interior e clubes podem ficar sem ter onde atuar no estadual

Altair Santos, iG Curitiba |

País-sede da Copa do Mundo de 2014, o Brasil tem estádios que sequer estão aptos a receber jogos de campeonatos estaduais. É o que ocorre no Paraná, onde a comissão de vistoria da Federação Paranaense de Futebol não liberou nenhuma praça do interior para receber partidas do Paranaense 2011. Em todos os locais foram exigidas obras de manutenção e laudos do CREA (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura), do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar e da Vigilância Sanitária.

Os casos mais graves estão no Gigante do Itiberê, em Paranaguá, onde o Rio Branco manda seus jogos; no estádio dos Pássaros, do Arapongas; no Bom Jesus da Lapa, em Apucarana, sede do Roma Apucarana; e no Waldemiro Wagner, em Paranavaí. Os problemas vão desde falta de hidrantes até infiltrações que comprometem instalações elétricas e a estrutura de arquibancadas. Sem contar questões básicas de higiene, como banheiros interditados.

O presidente da comissão de vistoria da FPF, o engenheiro civil Reginaldo Cordeiro, afirma que os problemas são recorrentes. Desde 2007 temos feito essas vistorias e pedido que os estádios sejam melhorados. O pessoal, no entanto, prefere empurrar com a barriga e agora não tem mais como adiar. O estádio que não tiver o laudo liberatório dos organismos competentes será interditado, avisa. Uma nova vistoria nos estádios do interior vai ocorrer após o recesso do final do ano, para verificar se as exigências foram cumpridas.

Segundo Cordeiro, os casos mais problemáticos estão nos estádios de administração municipal. Veja, nos estádios de Iraty, Operário de Ponta Grossa e Cianorte, que são particulares, as exigências são mínimas. Dos municipais, o único melhor conservado é o Olímpico Regional, de Cascavel, atestou o engenheiro, dizendo como funciona o regulamento da competição para o caso de estádios interditados. A equipe terá de jogar a cem quilômetros de distância de sua cidade, diz.

Caso Paranavaí, por exemplo, tenha seu estádio fechado pela vistoria, a saída será atuar em Cascavel. Já Arapongas e Roma Apucarana teriam de jogar no Willie Davids, em Maringá. O Rio Branco de Paranaguá poderá mandar seus jogos na capital. Cena semelhante já ocorreu no estadual de 2010, quando o Engenheirão Beltrão mandou praticamente todos os jogos fora de seu estádio. Longe de sua torcida, o clube acabou rebaixado. A lição, no entanto, parece não ter sido aprendida pelas demais equipes do interior.

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