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Futebol
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Especialistas condenam o Fla por falta de patrocinador master

Clube completa nesta quarta-feira 170 dias sem um parceiro para ocupar o espaço nobre do seu uniforme

Thales Soares, iG Rio de Janeiro |

Vipcomm
Ronaldinho com a camisa que rendeu R$ 900 mil ao Flamengo por um jogo
O Flamengo completa nesta quarta-feira 170 dias sem um patrocinador master. Um número assustador se levado em conta a contratação Ronaldinho Gaúcho. Desde o dia 31 de janeiro, quando acabou o contrato com a Batavo, o faturamento com a camisa se limitou a R$ 900 mil na estreia do craque, no dia 2 de fevereiro, contra o Nova Iguaçu. Muito longe dos R$ 30 milhões que a diretoria esperava.

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Os contratos com o BMG, que estampa a marca nas mangas, e a TIM, dentro dos números, foram realizados antes da chegada de Ronaldinho. A única negociação, depois da contratação do craque, que está perto de ser concretizada é com a Felicidade Urbana, um site de compras coletivas, por R$ 6 milhões, para ocupar o espaço na barra de trás da camisa. Somando as três receitas, a arrecadação chega a R$ 18 milhões.

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Especialistas em marketing esportivo procurados pelo iG apontaram erros na condução do caso, inclusive na projeção feita pelo clube para avaliar o valor de mercado de Ronaldinho Gaúcho. E, para piorar, o espaço em branco durante todo esse tempo pode jogar contra o clube em futuras negociações.

O Flamengo e a Traffic superavaliaram o mercado brasileiro. Imaginaram que conseguiriam o mesmo que o Ronaldo no Corinthians. Mas o Ronaldinho não tem o apelo que sobra no Fenômeno. O mercado do Rio é menor do que o de São Paulo. Houve um erro de cálculo de quem estava por trás. Se a Batavo realmente ofereceu R$ 25 milhões deveriam ter aceitado. Era um bom negócio. Meio ano sem patrocínio diminui o valor da camisa. Ela limpa é bonita para o torcedor, mas demonstra enfraquecimento”, disse Amir Somoggi, diretor da área de consultoria esportiva BDO RCS.

Mas não foram apenas os erros do Flamengo que deixaram o clube sem opções. O mercado brasileiro também sofre e ainda encontra dificuldades de lidar com a relação entre o futebol e o marketing. Apesar de ser o assunto da moda entre os dirigentes, há escassez de profissionais habilitados a trabalhar com esse nicho.

“São poucas empresas que tem o perfil de investimento e um programa de marketing esportivo bem definido, voltado para os clubes de futebol, com potencial para absorver o valor solicitado pelo Flamengo (R$ 30 milhões). A falta da profissionalização e conhecimento técnico do uso do marketing esportivo por parte do mercado brasileiro ainda traz dúvidas de como potencializar suas marcas utilizando o futebol como ferramenta de comunicação e inibe um investimento como este”, comentou Rodrigo Barros, diretor da Informídia.

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Uma das justificativas do Flamengo se refere ao momento em que Ronaldinho Gaúcho foi contratado. Com a negociação concluída no dia 12 de janeiro, o clube havia perdido a chance de negociar bons acordos de patrocínio. A expectativa entre os dirigentes é de que em outubro deste ano seja possível fechar um longo contrato nos moldes pensados no início da temporada.

“Isso prejudicou o planejamento da ação e a captação de futuros patrocinadores. As grandes empresas, na sua maioria, fecham seus budgets e planejam seus investimentos de marketing por volta de setembro e outubro”, explicou Rodrigo.

Amir, no entanto, acredita que o Flamengo poderia ter encontrado soluções para esse momento, mesmo fora do período padrão das empresas para definição dos seus orçamentos. Se o clube realmente conseguir um bom acordo até o fim do ano, então será possível usar essa situação como justificativa para a falta de um patrocinador master até o momento.

“Já vimos empresas investirem no meio do ano. É só ter um projeto, com um plano agressivo. Daqui a pouco, chega agosto e ainda não vai ter patrocínio. Vamos ver se, em outubro, eles conseguem fechar”, analisou Amir.

Apesar de todos os problemas envolvendo a utilização de Ronaldinho Gaúcho como ponte para encontrar bons patrocinadores, o relacionamento ainda é considerado um bom negócio. Resta saber se o Flamengo saberá aproveitar isso. O jogador tem contrato até o fim de 2014.

“Números da Informídia mostram que a marca Flamengo teve, em janeiro de 2011, depois da contratação de Ronaldinho, um aumento de 99% em exposição na televisão (aberta e fechada) em relação ao mesmo período de 2010 (de 12 a 31 de janeiro). A simples presença do jogador mostra o potencial de exposição do Flamengo. Além de dobrar o tempo de exposição da marca, o valor comercial referente ao tempo de exposição na televisão aumentou em 247%”, analisou Rodrigo. “O patrocínio do Flamengo com Ronaldinho Gaúcho é, sem dúvida, um grande negócio. Se bem administrado”.

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