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Futebol
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Especialista em transferências, Luizão vira braço direito do maior agente de futebol do mundo

Ex-atacante trabalha no escritório da empresa portuguesa Gestifute, que administra as carreiras de Cristiano Ronaldo, Felipão e Mourinho

Paulo Passos, iG São Paulo |

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Experiência no assunto ele tem. Em 17 anos de carreira, Luizão vestiu 16 camisas de times diferentes. Especialista em transferências no mercado da bola, o ex-atacante resolveu usar o know-how a serviço de outros jogadores.

Há três meses, Luiz C. B. Goulart - nome que aparece no seu cartão profissional ¿ administra o escritório da Gestifute no Brasil. A empresa é simplesmente a maior agência de carreiras de jogadores de futebol do Mundo. Entre os clientes estão os portugueses Cristiano Ronaldo, Nani e José Mourinho, além dos brasileiros Liédson, Thiago Silva e Deco.

Gazeta Press
Ex-atacante defendeu 16 clubes na carreira. Em São Paulo, jogou nos 4 grandes

Foi através do meia do Fluminense que Luizão entrou na carreira de agente. Vizinhos em Maresias, no litoral norte paulista, os dois aproveitavam uns dias de folga, quando o ex-jogador do Chelsea revelou que queria voltar ao Brasil. 



Ele virou para mim um dia e disse: 'Sapo, que é o meu apelido, já é hora de curtir a vida como vocês fazem aqui'. Mas ele queria jogar ainda, achar um clube e tal. Perguntei se podia procurar algo, já que conheço bastante gente no meio. Pensei logo no Fluminense, que tem um patrocinador forte que podia bancar, conta Luizão.

O negócio foi feito através da Gestifute, que já administrava a carreira do meia. Após a transação, Luizão aceitou o convite de trabalhar para a empresa no Brasil. Em três meses, ele conseguiu captar dois jogadores da seleção brasileira: Miranda e Elias. O último, aliás, já foi vendido para o Atletico de Madri.

Quase não fico aqui no escritório. Jogador não se reúne em sala assim, não. Tem que ser em restaurante, bate-papo, conta Luizão, na sala do seu escritório no bairro Jardins, em São Paulo. O Miranda eu já conhecia e sabia que ele não tinha empresário. Já o Elias eu encontrei em um jantar na casa do Ronaldo, diz.

Rei de transferências
Como jogador, Luizão ficou marcado pelos gols, títulos e também pelo número de transferências que fez. O ex-atacante diz que não se arrepende de ter trocado de camisa tantas vezes. Eu sabia que não ia jogar muito tempo, que a carreira era curta. Então, eu trocava de time mesmo. Era a chance de ganhar dinheiro, argumenta.

Se pudesse voltar atrás, ele diz que mudaria duas coisas. A saída do São Paulo, em 2005. Estava bem, mas comecei a sentir que o joelho não ia deixar eu jogar por muito tempo. Fiz porque achei que seria a última chance de conseguir uma transferência, lembra. Outro arrependimento foi a volta para o Brasil, no mesmo ano. Deixei o Nagoya para jogar no Santos. O Vanderlei Luxemburgo fez uma sacanagem me mandando embora dois meses depois, afirma.

Das mais de dez trocas de clube, o ex-atacante diz ter acumulado experiência que pretende usar na nova profissão. Eu batia demais de frente com os dirigentes. Isso me prejudicava. Quando estava no Vasco da Gama, por exemplo, queria ficar lá, mas reclamei de uma situação com o Eurico Miranda. Ele me deixou dez meses sem salário, lembra o empresário. Se o cara tem um empresário forte, isso não acontece, completa.

Fenômeno Português
A empresa que Luizão representa no Brasil é de propriedade do agente Jorge Mendes. Ao todo, a Gestifute administra a carreira de mais de 50 jogadores, na maioria portugueses. No último Mundial, 14 atletas da seleção de Portugal eram representados pela companhia, entre eles o atacante Cristiano Ronaldo.
Getty Images
Cristiano Ronaldo é um dos clientes da empresa portuguesa Gestifute

O domínio de Mendes no país europeu começou na última década. A primeira transação internacional do agente foi em 1997, quando levou o goleiro Nuno, que atuava no Vitória de Guimarães, para o Deportivo La Coruña, da Espanha. Ele conheceu o jogador em uma discoteca que tinha com outros amigos. Os negócios foram a saída para um frustrado meia-esquerda que não conseguiu se firmar como titular do Vianense, da segunda divisão de Portugal, no final da década de 80.

Se nos gramados não demonstrou tanta habilidade, fora de campo ela apareceu. E foi assim que conseguiu levar o volante Costinha ao Monaco, no final da década de 1990. O jogador era um desconhecido e atuava no Nacional da Ilha da Madeira. O sucesso na França o vez chegar à seleção e abriu mercado para Mendes. Desde lá, em qualquer grande negócio que envolva um "gajo" ele está metido.

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