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Goleiro corintiano parou rival nos últimos três dérbis no Pacaembu. Chegou o dia da coroação

Se Julio Cesar não sofrer gols neste domingo o Corinthians será campeão brasileiro de 2011. Um empate sem gols é suficiente. A missão pode parecer dura. O rival Palmeiras está seco para atrapalhar os planos corintianos, mas se depender dos últimos confrontos entre as duas equipes no Pacaembu o temor tem de partir do time do Parque Antártica e não do goleiro corintiano.

Julio Cesar tem a confiança de Andrés Sanchez
AE
Julio Cesar tem a confiança de Andrés Sanchez

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Nos últimos três confrontos entre Corinthians e Palmeiras no estádio municipal, Julio Cesar foi protagonista e ajudou sua equipe a conquistar pontos e classificações importantes. O primeiro desses confrontos aconteceu em outubro de 2010, na estreia de Tite no comando da equipe. O Corinthians vinha de sete jogos sem vitória e Julio Cesar contribuiu com boas defesas na vitória por 1 a 0, gol de Bruno César.

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A atuação do goleiro nesta partida foi bom, mas os dois duelos seguintes contra o rival no Pacaembu foram ainda mais memoráveis para o goleiro. O primeiro aconteceu em fevereiro. No dia 6, apenas quatro dias depois de a equipe ter sido eliminada pelo Tolima (COL) na primeira fase da Libertadores, o Corinthians visitou o Palmeiras no estádio municipal.

Com maioria nas arquibancadas, a torcida palmeirense levou faixas, bandeiras da Colômbia e camisas do Tolima para provocar os rivais. Em campo, um jogo todo favorável ao time de Luiz Felipe Scolari, que se não fosse o goleiro corintiano teria vencido sem problemas . "Os jogos contra o Palmeiras neste ano foram muito marcantes para mim", disse o goleiro, ao iG , em entrevista no dia do seu aniversário, em outubro . Alessandro marcou o gol da vitória no final do jogo, calou os palmeirenses e coroou a ótima atuação de Julio Cesar.

Três meses depois, na semifinal do Campeonato Paulista, a tarde foi mais uma vez de Julio Cesar. Em outra partida em que o Palmeiras foi superior, o goleiro foi herói após um empate por 1 a 1 no tempo normal. Nos pênaltis, após cinco cobranças certeiras do Palmeiras, o goleiro defendeu a penalidade de João Vitor e carimbou a passagem corintiana à final contra o Santos.

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A falha do goleiro no segundo jogo da decisão na Vila Belmiro pesou, mas ele nunca deixou de ter o apoio da comissão técnica e do presidente Andrés Sanchez. Contra o Palmeiras, neste domingo, o goleiro espera que o título venha e com ele o fim da desconfiança em relação ao seu trabalho. "Partidas boas eu tenho feito, graças a Deus tenho ido bem em jogos importantes, em clássicos, mas falta mesmo é levantar um caneco", disse o goleiro, que só precisa parar o Palmeiras mais uma vez conquistar o tal caneco.