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Especialista em Atlético-MG, Levir Culpi aprova reforço 'japonês'

Treinador com história no clube está há quatro anos no Japão e diz que Cambalhota é uma boa contratação

Victor Martins, iG Belo Horizonte* |

Reprodução Site oficial do Kashima Antlers
Marquinhos Cambalhota em ação pelo Kashima Antlers, onde jogou até dezembro de 2010
O atacante Marquinhos Cambalhota, de 34 anos, já está em Belo Horizonte. O jogador assinou com o Atlético-MG por dois anos e vai ser apresentado pelo clube mineiro nesta sexta-feira, somente depois que fizer todos os exames médicos. Recomendado pelo técnico Oswaldo Oliveira, do Kashima Antlers, do Japão, e garantido por Eduardo Maluf, diretor de futebol do Atlético-MG, o jogador ganha mais uma aprovação na chegada ao clube alvinegro. O treinador Levir Culpi disse com exclusividade ao iG que Marquinhos Cambalhota pode fazer sucesso em Minas Gerais.

No Cerezo Osaka desde 2007, o técnico vai completar quatro anos de Japão em junho. Foi justamente nesse período que Marquinhos Cambalhota viveu seu melhor momento no país asiático, conquistando o campeonato nacional por três vezes, sendo artilheiro uma vez e melhor jogador em outra oportunidade. Além do conhecimento sobre o futebol japonês, Levir Culpi pode falar muito sobre o Atlético-MG.

Técnico responsável por resgatar o clube na Série B, em 2006, Levir Culpi é quarto treinador que mais comandou o Atlético-MG na história. Com 175 partidas, ele só perder para Telê Santana (434), Procópio Cardozo (328) e Barbatana (227). Com duas semifinais de Brasileirão e dois títulos estaduais nas três passagens pelo clube. Juntando o conhecimento sobre o Atlético-MG e sobre o futebol de Marquinhos Cambalhota, Levir acredita que o jogador pode brilhar no time alvinegro.

“Acho ele (Marquinhos Cambalhota) deve ter uma grande dificuldade para se adaptar, afinal foram dez anos no Japão. Ele tem todas as qualidades de um grande atacante, o controle de bola, o domínio e a finalização. Mas é um jogador que precisa de um encaixe do time, não sei como vai funcionar o Atlético, em relação ao Marquinhos”, disse Levir, que também falou sobre como o atacante atuava no Kashima Antlers.

“Aqui no Kashima o time era estava centralizado em cima dele. Ele não pode resolver sozinho, se o time (Atlético) andar, o Marquinhos tem condições de ter uma boa passagem em Minas. A finalização dele é o ponto forte”.

Gazeta
Levir Culpi durante sua última passagem pelo Atlético-MG, quando foi campeão da Série B, em 2006, e do Campeonato Mineiro, no ano seguinte
Marquinhos Cambalhota vai ser apresentado e ter mais de um mês para se adaptar até a estreia pelo Atlético-MG, possivelmente contra o Atlético-PR, na abertura do Campeonato Brasileiro. Esse tempo apenas de treinamentos pode ser o diferencial para o sucesso no Brasileiro. Para Levir Culpi, o jogador e clube saíram ganhando com isso, já que Cambalhota não vão poder jogar imediatamente.

Com a contratação aprovada por Levir Culpi, o treinador ainda respondeu se faria o mesmo. Se caso estivesse no Brasil, se buscaria Marquinhos Cambalhota para ser seu centroavante. “Claro que sim, ele tem condições de jogar nos grandes clubes do Brasileiro. Agora, se vai render ou não, isso não vai depender apenas dele, mas de como vai jogar o time, de como vai ser a campanha no Brasileiro. Quando contrataram o Daniel Carvalho, eu disse que o time faria sucesso no Brasileirão, por se tratar de um jogador extraordinário, mais ainda não rendeu o esperado. Tem uma série de circunstâncias que pesam, mas o Marquinhos tem um caráter excelente e é muito profissional”.

Livro

Desde a época do Atlético-MG que Levir Culpi fala em escrever um livro sobre a sua carreira. Belo Horizonte vai ganhar um espaço especial, afinal ele também teve três passagens pelo Cruzeiro. Somados os dois clubes, são mais de seis anos Minas Gerais. Somente o fato de ouvir o sotaque mineira e conversar sobre o Atlético-MG, fez o treinador relembrar os bons momentos em BH.

“Estou escrevendo o meu livro e tenho muitos casos em Belo Horizonte. Foram passagens marcantes pelos dois principais clubes da cidade. Tenho muitos amigos aí. Já são quatro anos no Japão e quando lembro de Minas, me dá uma saudade da comida mineira. Belo Horizonte é uma cidade muito especial”.

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