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Escritura para Arena vira motivo de barganha para o Palmeiras

Diretoria pretende usar polêmica para renegociar contrato, fato que dificilmente acontecerá por causa da resistência da WTorre

Danilo Lavieri, iG São Paulo |

A assinatura final que regularizaria a escritura e cederia à construtora WTorre os direitos de uso do solo de parte do terreno da nova Arena é usada como forma de barganha pelos dirigentes do Palmeiras. Por meio dessa polêmica, o presidente do clube, Arnaldo Tirone, pretende conseguir algumas mudanças no contrato a favor de sua associação.

O iG apurou que ainda esta semana um encontro está marcado para acontecer para que a novela possa chegar ao seu fim. O problema é que uma das partes precisará ceder. Publicamente, Walter Torre Jr., presidente da WTorre, já afirmou que não mudará o contrato. De outro, Arnaldo Tirone já afirmou que não quer paralisar a obra, mas que considera o acordo ruim e não nega a possibilidade de negociar mudanças, como o aumento na participação dos lucros ou a diminuição no prazo de cessão à construtora, que é de 30 anos.

Até por isso, a justificativa de que a assinatura da retificação da escritura ainda não foi feita por causa dos terrenos penhorados também não é válida, uma vez que o local seria apenas cedido e não negociado de forma definitiva. Essa mudança no contrato, aliás, deveria ter sido feita assim que a WTorre apresentou o novo seguro, o que ocorreu em 14 de janeiro.

Guilherme Tosetto, iG São Paulo
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O detalhe é que o ex-presidente Luiz Gonzaga Belluzzo preferiu não "canetar" o documento por estar em período eleitoral e, ao mesmo tempo, o novo grupo que assumiu preferiu não assinar.

A demora já rendeu uma troca de cartas entre as partes. Há 30 dias, a WTorre mandou uma carta pedindo que os conselheiros palmeirenses atacassem menos a sua imagem e cobrando uma solução dos terrenos que ainda não tinham sido incluídos na escritura. Há uma semana, o clube respondeu cobrando novamente o aumento no seguro de perfomance, fato que já aconteceu até acima do padrão do mercado, segundo mostrou o iG.

Isso irritou bastante a cúpula da WTorre. A gota d'água para que o desabafo público de Walter Torre Jr. acontecesse foi o cancelamento de uma reunião marcada para a manhã da última segunda-feira. Sem dar explicações, Tirone afirmou que não poderia comparecer.

Além de considerar que o contrato não é dos melhores, o presidente palmeirense também sofre muita pressão de conselheiros que o apoiaram na eleição, especialmente os que têm ligação com o ex-mandatário Mustafá Contursi. O movimento, inclusive, é alvo de reclamação de Walter Torre Jr., que considera que tanta instabilidade política pode comprometer o andamento da obra.

Nenhum dos lados quer ver a obra parada e inclusive a apresentaram para o Governo como alternativa para ser uma das sedes da Copa das Confederações em 2013. O problema é que a construção fica no meio de interesses conflitantes. A WTorre quer fazer valer o acordo assinado na gestão passada, e a atual diretoria quer mudar o acordo que considera lesivo ao clube.

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