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Erro de planejamento e desmanche levaram Santo André a Terceirona, diz técnico

Time começou ano como sensação, com o vice no Paulistão, e acabou rebaixado na Série B

Gazeta Esportiva |

Vice-campeão paulista e principal surpresa do futebol brasileiro. Esse foi o primeiro semestre do Santo André. No entanto, a boa campanha no Estadual acabou, ironicamente, prejudicando o clube do ABC paulista. Na época do estrelato, os destaques da equipe despertaram o interesse de times grandes e a diretoria, seduzida pelas propostas, não conseguiu segurar. Obrigado a reformular o elenco no meio da temporada, o time não se encontrou e terminou 2010 como rebaixado à série C do Campeonato Brasileiro.

Sérgio Soares, 'mentor' do elenco inicial, aponta a falta de planejamento para uma temporada toda como o maior erro e, mesmo entendendo a necessidade financeira do clube, afirma que poderia ter havido "um meio termo" para impedir uma debandada generalizada.

"Deveríamos ter mantido alguns atletas para ganhar alguns pontos na Série B e, aí sim, vender.O Paulista acabou e o Brasileiro começou logo em seguida. Lógico que a saúde financeira do Santo André pedia isso, o assédio dos clubes era muito intenso. Mas, teria que achar um meio termo. Talvez segurar até o fechamento da janela de transferências. Íamos ter acumulado um bom número de pontos e, com certeza, estaríamos longe do rebaixamento", afirmou.

Ao todo, sete titulares deixaram o Bruno José Daniel para vestir outra camisa. São eles: Bruno César, Branquinho, Carlinhos, Rodriguinho, Nunes, Cesinha, Alê. Alguns foram por fim de contrato - grande parte dos clubes medianos apostaa no pacotão de reforços e nos contratos curtos para disputar os Estaduais, porém a maioria foi vendida.

"O planejamento feito visou apenas ao Paulista. Dentro do Paulista, nós íamos fazendo o planejamento para a Série B, mas acabaram acontecendo algumas coisas internamente, que não foi possível. O sucesso posterior colocou o time numa visibilidade enorme e, com isso, não conseguimos manter alguns atletas. Então, se você for ver, agora em novembro, o sucesso no Paulistão acabou sendo ruim mesmo", analisou.

Sérgio Soares - atualmente no Atlético Paranaense e brigando por uma vaga na Libertadores do ano que vem - foi demitido no dia 22 de setembro, após perder para a Portuguesa por 3 a 2, e deixou o clube na 18ª posição, com 24 pontos. Jair Picerni, especialista em salvar times à beira do abismo, assumiu o boné, mas não conseguiu evitar o descenso.

Diretor de futebol do clube, Carlos Arini discorda da tese que faltou planejamento. "Se eu tivesse feito um planejamento só para o Paulista, eu faria contrato com todos até o final do Paulistão. Nesse momento, é muito fácil ficar apontando culpados", defendeu-se.

Para o cartola, a equipe - que, em meia à debandada, trouxe nomes como Borebi e William, destaques por clubes pequenos no Paulistão- 'acordou tarde' na competição nacional. "Foi um ano atípico, teve Copa do Mundo...É todo um processo, são coisas internas, do vestiário, são vários fatores que culminaram nesta situação. O Santo André acordou tarde, fizemos grandes jogos nas ultimas rodadas, mas o time oscilou muito e não conseguimos emplacar uma série boa de vitórias", argumentou.

Sobre o êxodo de atletas considerados vitais ao elenco, Arini não escondeu a exaltação e comparou a realidade andreense com os clubes grandes do futebol paulista. "É fácil você buscar receitas no Corinthians, no São Paulo, com o faturamento de TV, fazendo jogadas de marketing, como o do Ronaldo... A situação do Santo André é diferente. Nossas únicas alternativas são por meio dos patrocinadores e da venda de atletas. Como eu vou segurar um jogador que recebe 5, 6 mil reais e recebe proposta de 80 mil mensais? Não tem jeito", finalizou.

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