Defensora da seleção feminina disse que o lance "foi uma cagada e também consciente ao mesmo tempo"

A partida contra a Guiné Equatorial estava monótona até os três minutos do segundo tempo, quando a defensora Érika deu um chapéu na adversária africana e fuzilou para anotar o primeiro gol da vitória por 3 a 0. Na saída de campo, a brasileira brincou com o lance e, apesar da plástica da jogada, rechaçou show das verde-amarelas na sequência da Copa do Mundo.

Érika, escalada mais na retaguarda pelo técnico Kleiton Lima, comentou o lance de rara habilidade com humor.

"Eu estava ali atrás, a bola no meio-campo e eu sem marcadora. Ele (Kleiton Lima) olhou para mim e falou 'vai pra área'. Dei um tiro, não sei o que fui fazer, mas foi uma cagada e também consciente ao mesmo tempo. Aquele chute é oito ou oitenta. Se você dá um bico, ou vai lá em cima ou entra. Felizmente entrou e comemoramos com dancinha e tudo", afirmou a camisa 13.

Após o primeiro gol, o Brasil melhorou e construiu um triunfo por 3 a 0. A atacante Cristiane balançou as redes nas duas outras oportunidades.

Perguntada se o Brasil se inspirará no seu golaço e dará show na competição, Érika descartou atuações espetaculares e ajustou o foco em busca do inédito título.

"Se tiver que ganhar de meio a zero, vamos fazer isso. Não esperem a Marta, a Cris e a Rosana dando show, fazendo jogadas fantásticas. Antigamente era assim e na hora não conseguíamos vencer. Estamos ganhando e é o importante: o objetivo da fase eram nove pontos. Realmente, não esperem show", avisou.

Com o resultado, o Brasil terminou a primeira fase com três vitórias em três partidas, e com a liderança do Grupo D. Nas quartas de final, o adversário serão os Estados Unidos, algozes nas Olimpíadas de Atenas-2004 e Pequim-2008.

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