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Enquanto Felipão completa 300 jogos, Tite tenta evitar o último

Em sua segunda passagem pelo clube, Felipão completará 300 jogos dirigindo o Palmeiras no domingo

Gazeta |

O técnico Luiz Felipe Scolari chegou a dizer que aceitaria até perder o clássico contra o Corinthians, neste domingo, no Pacaembu, para preservar o emprego do amigo Tite. Enquanto o pentacampeão mundial atingirá a histórica marca de 300 jogos a serviço do Palmeiras na partida, o corintiano tentará evitar o fim prematuro de sua segunda passagem pelo clube do Parque São Jorge.

Tite retornou ao Corinthians no final do ano passado, para substituir o demitido Adilson Batista. Fez boa campanha nas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro, porém ficou sem o título. Em 2011, acabou apontado pela torcida como um dos principais culpados pela humilhante eliminação na pré-Libertadores, diante do colombiano Tolima.

"Respeito opiniões e sei que a pressão é natural em um grande clube. Estou há 20 anos no futebol e convivo com essas cobranças diariamente. Depois de perder para uma equipe que mereceu se classificar à Libertadores, tenho que melhorar o nosso trabalho para permanecer no cargo", conscientiza-se Tite. Ao menos após o fracasso da última quarta-feira, o presidente Andrés Sanchez havia se apressado para garantir a permanência do treinador - apesar de as torcidas organizadas exigirem a demissão.

Já Felipão contou com o seu histórico vitorioso pelo Palmeiras para ter a paciência da torcida no ano passado. Voltando ao time que levou ao topo da América, ele sofreu no comando de uma instituição que passava por muitas turbulências tanto dentro do campo, pela falta de títulos, como fora, em função das brigas políticas. Em seis meses, não ficou perto de conquistas.

"Cheguei ao Palmeiras em um momento em que precisava conhecer o que acontecia no clube para modificar coisas que não eram possíveis. Mas vim para ganhar tempo. Foram seis meses longe da família. Apostei no projeto. Aqui, percebemos que nada estava bom. Mesmo depois de vencer, sempre saía alguma coisa na mídia. Agora, está na hora de as pessoas trabalharem em conjunto para fortalecer o Palmeiras", ressalta Scolari.

Com o exemplo da reviravolta do Palmeiras de Felipão, Tite tenta seguir otimista no Corinthians. A chance de amenizar os protestos dos torcedores aparece justamente no clássico do Pacaembu. "Precisamos ter personalidade e confiança no trabalho do grupo. Vamos jogar para frente, de forma competitiva", vislumbra.

Para Felipão, ao contrário, o clássico surge como uma possibilidade de manter a tranquilidade no Palestra Itália. Em seis jogos disputados em 2011, foram cinco vitórias e um empate. Com 16 pontos, o Palmeiras é o líder isolado do Paulistão, mas seu treinador mantém os pés no chão. "Precisamos ter calma. Estamos disputando o Paulista. Se fosse o Campeonato Brasileiro, teríamos mais dificuldades", compara.Tite experimentou as dificuldades de uma competição mais visada, a Libertadores. "Apostamos nossas fichas no torneio, e não deu certo. Precisamos encarar a realidade dos fatos. Os atletas e eu também não gostamos do desempenho do Corinthians. Agora, temos que voltar a ganhar para trazer a torcida a nosso favor", discursa.

Em boa ou má fase, o certo é que o jogo deste domingo será muito significativo para os dois técnicos gaúchos. Se Tite precisa desesperadamente de um bom resultado, Felipão será apenas o terceiro técnico do Palmeiras a dirigir a equipe em 300 ocasiões. "É uma marca especial na vida. Nunca pensei em trabalhar em um clube grande, um cara que saiu do interior, lá de Passo Fundo (RS), e ainda chegar a esse número. Fica marcado para a família Scolari", exalta, lembrando que ainda não derrotou o Corinthians desde que voltou ao Brasil. Pelo Verdão, ele já enfrentou o Timão 23 vezes, com nove vitórias, sete empates e sete derrotas.

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