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Engenheiro "demitido" cobra explicação da diretoria do Palmeiras

Marcelo Tessler fiscalizava as obras da Arena Palestra e teve o contrato rescindido. Diretoria admite decisão política

Marcel Rizzo, iG São Paulo |

A Tessler Engenharia enviou carta para a direção do Palmeiras solicitando a explicação para a rescisão de contrato que a empresa detinha para fiscalizar as obras da Arena Palestra. No ofício enviado à empresa pelo presidente palmeirense Arnaldo Tirone não há motivo identificado.  O iG revelou na quinta-feira (10 de março) que o clube encerrou acordo com a responsável pelo” gerenciamento de obras da reforma e ampliação do estádio do Palmeiras”, denominação que constava no contrato.

”Fico chateado porque não sei o motivo. Li o que vocês (do iG) publicaram, que foi uma decisão política. Fico triste se foi isso, porque trabalhei dois anos no projeto, tenho todos os detalhes e uma empresa especializada. Não entendo porque uma decisão política possa influenciar, mas respeito”, disse Marcelo Tessler ao iG, sócio da empresa.

Ele trabalha até o fim de março, quando o contrato será encerrado e receberá somente os valores referentes aos meses que fiscalizou. Não há multa rescisória. O Palmeiras ainda não definiu quem cuidará da obra, praxe em grandes construções, mas pediu indicação de engenheiro avulso que possa realizar o serviço cobrando menos.

Tessler foi indicado em 2010 por José Cyrillo Jr, então diretor administrativo do clube e responsável por coordenar a obra da Arena Palestra, que é executada pela WTorre, construtora que a Tessler Engenharia fiscalizava. Cyrillo foi aliado do ex-presidente Mustafá Contursi, mas depois passou para o lado de Luiz Gonzaga Belluzzo. Contursi apoiou Tirone na eleição de janeiro e o atual presidente admitiu que rompeu com a empresa porque ela havia sido indicada pela diretoria anterior.

“Esse foi um contrato feito na antiga diretoria. E a gente achou melhor trocar. Agora rompemos o acordo e vamos procurar outro parceiro”, disse Tirone.

O iG apurou que além do problema político, a crise financeira pela qual o clube passa fez com que vários contratos, não somente este da Tessler Engenharia, fossem reavaliados. No caso da empresa de fiscalização foi decidido o rompimento porque não previa multa rescisória. O clube temia não ter dinheiro para arcar com os pagamentos mensais.

Fiscalização
Tessler elogiou o trabalho da WTorre, empresa que constantemente é criticada por membros da situação – o último impasse é sobre o seguro da obra, que ainda não foi defindo. Segundo ele, o cronograma está sendo cumprido e o material utilizado e profissionais contratados são competentes.

“Fiz quatro relatórios, desde que comecei a fiscalização, no fim do ano passado. Eles estão fazendo um trabalho profissional. Provavelmente em abril de 2013 o estádio estará pronto”, disse Tessler.

Pelo cronograma, até o fim de 2011 a WTorre finaliza os prédios auxiliares (da diretoria, quadras de tênis e de society) e inicia a demolição do restante do estádio (está no chão, por enquanto, o setor das numeradas apenas).

Uma novidade, segundo o engenheiro, é que a W orre alterou parte do projeto para atender exigências da Fifa (Federação Internacional de Futebol e Associados) para a Copa do Mundo de 2014 (competição que a diretoria do Palmeiras ainda sonha em ter a Arena como sede): o gramado será rebaixado um pouco mais, para melhor visualização dos público e das placas de publicidade.

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