Auxiliar permanente também iniciou sua carreira no América-MG, mas jamais havia trabalhado com atacante

Embora sejam oriundos do América-MG, Enderson Moreira e Fred jamais trabalharam juntos no clube mineiro. Talvez por isso o novo comandante do Fluminense tenha ficado surpreso ao ser perguntado por um repórter se ele tinha conhecimento de que o capitão tricolor pudesse ter o indicado aos dirigentes do atual campeã brasileiro.

“Não tive essas informações. Meu contato foi apenas com a direção, mas somos oriundos do América-MG . Saímos dali. Não ficamos lá na mesma época, mas temos muito amigos em comum. Assim como eu sempre falei muito bem dele para as pessoas, ele pode ter elogiado meu trabalho também”, explicou.

Praticamente um desconhecido no futebol carioca, Enderson Moreira, que chegou ao clube como uma espécie de “bombeiro”, começou sua carreira no América-MG, mas teve passagens por alguns clubes grande do país.

“Sou de Minas e já trabalhei no Cruzeiro , Atlético-MG , América-MG, Ipatinga, Atlético-PR , Internacional . Passei pelo profissional do Ipatinga em 2007 e, no Inter, fiz a transição do Jorge Fossati para o Celso Roth e nesse período dirigi a equipe em três jogos”, lembrou o treinador, que ganhou respeito e notoriedade trabalhando com equipes sub-20.

“Conquistei duas Copas São Paulo, uma como preparador físico e outra como treinador. Fui campeão sub-20 com o Cruzeiro e do Brasileiro sub-23 com o Inter. Foram conquistas importantes”, concluiu.

Embora tenha nascido em São Paulo, Enderson foi para Belo Horizonte com apenas seis meses e se considera mineiro. Educado e aparentemente sereno, o treinador lembra muito seu conterrâneo Ney Franco. Até mesmo na maneira de falar. Mas embora tenham trajetórias até certo ponto semelhantes, o técnico do Fluminense não em pressa para repetir o sucesso do amigo.

“Ney é grande amigo, gosto muito dele. Fomos adversários na base. Tem demonstrado competência em seus trabalhos. É uma das pessoas que me inspiro. Teve uma projeção interessante. Mas fui contratado para ser auxiliar permanente e tenho paciência para esperar o momento certo. Me qualifiquei para ter essas oportunidades”, disse.

Como Enderson Moreira não parece ter pressa para assumir um time de ponta, a diretoria tricolor segue em busca de um treinador. Abel Braga, que só poderia chegar após cumprir seu compromisso nos Emirados Árabes, que vai até maio, mas que já estaria apalavrado com Celso Barros, presidente da patrocinador, e Joel Santana, que deixou o Botafogo nesta terça-feira, são os favoritos para assumir o clube.

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