Publicidade
Publicidade - Super banner
Futebol
enhanced by Google
 

Emprestados e falta de parceiros seguem como obstáculos de time competitivo no Palmeiras

Planejamento de 2011 esbarra em problema financeiro, que pode ser aliviado com parcerias e com negociação de jogadores que não fazem parte da lista de Luiz Felipe Scolari

Danilo Lavieri, iG São Paulo |

_CSEMBEDTYPE_=inclusion&_PAGENAME_=esporte%2FMiGComponente_C%2FConteudoRelacionadoFoto&_cid_=1237882274828&_c_=MiGComponente_C

O Palmeiras ainda não encontrou a solução para montar um time competitivo para 2011. E o principal problema, como a diretoria não faz questão de esconder, é o dinheiro. Para que isso seja solucionado, o time trabalha com dois objetivos iniciais: enxugar o elenco e arranjar parceiros. O problema é que essa missão também não está tendo êxito e o tempo não para de correr.

O time terá menos de 15 dias de pré-temporada, e o ideal é que todos os jogadores estejam à disposição no dia 04 de janeiro, quando a reapresentação do elenco acontece. Mas isso faz parte apenas dos sonhos até mesmo de um time que não enfrenta problemas financeiro.

AE
Após fracasso em 2010, Scolari já avisou que irá indicar reforços para ano que vem

Alguns jogadores não terão atrasos na reapresentação, mas também não são mais desejados por Luiz Felipe Scolari. Nove jogadores emprestados voltaram ao Palestra Itália apenas para fazer a primeira parada e não farão parte do elenco palmeirense. O problema é que eles custam dinheiro e,na maioria das vezes, mais do que realmente merecem, na opinião da atual diretoria.

Alguns clubes até manifestaram interesse nos nosso jogadores. Mas precisamos negociar muito bem. Não é qualquer clube que quer pagar os salários deles. Vários contratos foram muito mal feios pela diretoria anterior, explicou o assessor da presidência Fabio Raiola, referindo-se aos contratos feitos pelo seu rival político e ex-diretor de futebol do Palmeiras Gilberto Cipullo.

Os atacantes Daniel Lovinho, Luís, Jorge Preá e Felipe, os jogadores de meio-campo Souza, Wendel, William e Deyvid Sacconi, e o lateral-direito Fabinho Capixaba são os jogadores que ainda estão sem destino. Amaral, Ivo, Washington e Thiago Gomes já podem procurar clubes, pois não terão seus contratos que vencem em dezembro renovados.

Raiola não especifica o gasto que tem com esses jogadores e ainda ressalta que é preciso negociar até mesmo jogadores que estão no atual elenco para diminuir os gastos com salários, que ultrapassam os R$ 4 milhões. Ewerthon, Dinei, Tadeu, Danilo e até mesmo Lincoln podem sair.

Parceiros também são problemas
Não é de hoje que o Palmeiras tem sucesso fazendo parcerias, assim como grande parte dos times brasileiros. O exemplo da Parmalat nos anos 1990 e o da Traffic há dois anos são bons exemplos disso. Atualmente, o time tenta reeditar algo assim.

Na última terça-feira, teve um sinal de que a atual parceira, Traffic, não deve fazer grandes investimentos. A empresa assinou um acordo de dez anos com o Fluminense. A Libertadores, segundo Raiola, é um dos motivos para que isso aconteça.

Vai ver que eles decidiram investir no Fluminense por causa da Libertadores. ATraffic já investe faz tempo n Fluminense. Até mesmo pelo presidente deles [Julio Mariz] ser doente pelo Fluminense, disse Raiola.

A falta de sincronia entre Traffic e Palmeiras é evidente quando se olha para os últimos reforços que vieram com ajuda: Fabrício e Rivaldo. A tendência é que a relação entre os dois siga adormecida.

Sabendo da possibilidade de preferência por outros times, o Palmeiras não se prende a só um parceiro. As possíveis parcerias são escondidas de todo o jeito para que nenhum vazamento comprometa um futuro acordo. O certo é que dinheiro é mais do que bem vindo no Palestra Itália.

"A gente está aberto a todos os tipos de parcerias. Como eu tenho dito ultimamente, precisamos de parceiros. O Palmeiras não está preso a ninguém. Nem sempre um parceiro gosta de um determinado jogador, por isso procuramos outro que possa. Um outro investidor que tem interesse no jogador que a gente quer. Tem tanta gente querendo investir no futebol, normal que a gente tenha bastantes parceiros. É uma necessidade do futebol", afirmou o diretor de futebol, Wlademir Pescarmona.

Maikon Leite é um nome que agrada a todos, mas precisa resolver problemas contratuais com o Santos. Ele tem vínculo com a equipe da Vila Belmiro até o meio do ano que vem. Jobson e Adriano agradam Felipão, mas não são unanimidades no Conselho Gestor pelos problemas que podem gerar. Ronaldinho Gaúcho é bem visto pelo marketing, pelo Conselho Gestor e por Felipão. O problema é o dinheiro.

Leia tudo sobre: campeonato brasileirofutebolpalmeiras

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG