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Empresa de Berlusconi descarta vender Milan para pagar indenização

Porta-voz da Fininvest, grupo de comunicação do primeiro-ministro da Itália, diz que hipótese é fantasiosa e totalmente infundada

Ansa |

Um porta-voz da Fininvest, grupo de comunicação do primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, também dono do Milan , disse nesta quarta-feira à agência Ansa que a venda do clube italiano é "definitivamente uma hipótese fantasiosa e totalmente infundada".

Segundo o porta-voz, que não foi identificado, está excluída a hipótese da venda de ações do Milan e sua negociação para a Bolsa de Valores de Hong Kong.

A imprensa italiana especula a possibilidade de a Fininvest vender o Milan por causa de indenização de 560 milhões de euros, imposta pela Justiça, que a empresa deverá pagar ao grupo CIR (Empresas Industriais Reunidas, na sigla em italiano), de Carlo De Benedetti.

No último dia 12, o advogado do premier, Niccolò Ghedini, disse que a Fininvest arcará com a despesa. O conflito entre as partes começou nos anos 1990, quando Berlusconi e Benedetti eram acionistas da editora Mondadori e disputavam seu domínio. A Justiça decidiu que o primeiro-ministro assumiria o controle da empresa. Anos mais tarde, no entanto, foi descoberto que o advogado que o defendia na época havia subornado o juiz.

Além do Milan, a Fininvest controla 39% da Mediaset (empresa de telecomunicações), 50% da Mondadori (editora), 36% da Mediolanum e o Teatro Mazoni.

 

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