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Futebol
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Empate com Vasco no Engenhão dá sabor de vitória ao Flamengo

Placar de 1 a 1 assegura time rubro-negro na Libertadores e título brasileiro fica com o Corinthians

Hilton Mattos e Renan Rodrigues, iG Rio de Janeiro |

nullO clássico entre Vasco e Flamengo na tarde deste domingo, no Engenhão, teve os ingredientes de uma decisão. Afinal, valia o título brasileiro para time cruzmatino, mas a briga rubro-negra pela Libertadores fez o eterno rival dificultar a vida do atual campeão da Copa do Brasil. Depois de sair na frente, com Diego Souza, viu o adversário empatar, com Renato Abreu. O resultado de 1 a 1 acabou impedindo o sonho do quinto título nacional. Em contrapartida, o Flamengo assegurou vaga no torneio sul-americano.

Confira como ficou a tabela finalizada do Campeonato Brasileiro

Mesmo que derrotasse o time de Ronaldinho Gaúcho, o Vasco não seria campeão, já que Corinthians e Palmeiras também empataram no Pacaembu e a festa foi da Fiel.

AE
Diego Souza marcou gol, mas não evitou o empate no Engenhão
Antes de a bola rolar, as duas equipes fizeram um minuto de silêncio pelo falecimento do ex-jogador Sócrates. Nas arquibancadas, a torcida do Vasco estava um pouco maior. O técnico Cristóvão Borges manteve Elton e Bernardo no banco de reservas. Sem Juninho Pernambucano e Allan, suspensos, ele voltou com Alecsandro no time e mais uma vez adiantou Diego Souza.

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Precisando da vitória, o Vasco tomava a iniciativa do jogo. O primeiro lance que criou expectativa no torcedor cruzmaltino foi uma falta cobrada por Dedé logo aos 4 minutos após falta em Felipe. O chute, no entanto, explodiu na barreira. O lance acendeu o time. Tanto que Fágner, por pouco não abre a contagem, aos 7. O lateral-direito chutou forte, cruzado, mas a bola saiu à direita de Felipe, que se assustou.

A resposta do Flamengo veio com Thiago Neves, de perna esquerda, de fora da área. O atacante emendou de primeira, com efeito, uma tabela de Negueba e Fierro. Fernando Prass pulou atrasado, vendo a bola passar a poucos centímetros da sua trave esquerda.

A partir daí, o jogo ficou mais equilibrado. O Vasco insistia com Diego Souza, Alecsandro e Fágner. No lado rubro-negro, Ronaldinho Gaúcho, Negueba, Fierro e Thiago Neves eram os que trabalhavam a bola no direção do gol. Dedé, ídolo vascaíno, começou o clássico nervoso. Numa dividida com Thiago Neves, quase tirou o camisa 7 rubro-negro da partida – precisou ser atendido fora de campo.

Só que o Vasco queria mais jogo. E numa investida pela direita, Niton acertou um cruzamento certeiro na cabeça de Diego Souza, que, com estilo, mandou para o fundo da rede, sem chances para Felipe: 1 a 0.

O gol incendiou a torcida do Vasco, que a esta altura já era mais animada no Engenhão. Faltava, no entanto, o golzinho do Palmeiras na capital paulista para o título começar a se materializar.

Diego era novamente decisivo. Foi assim nas finais da Copa do Brasil e em partidas importantes ao longo do Brasileiro. Suas boas atuações o levaram de volta à seleção. Porém, o time carecia de novas atuações inspiradas do camisa 10.

Na volta para o segundo tempo, o Vasco não promoveu alteração. Já o Flamengo mexeu em duas peças. Entraram Deivid e Muralha nas vagas de Negueba e Fierro. No Pacaembu, o Palmeiras perdia Valdívia, expulso. Mas no Engenhão o Vasco seguia pressionando. Num lance pela direita, Fágner se livrou de dois marcadores e chutou para a difícil defesa de Felipe. No rebote, Felipe emendou de perna esquerda, mas a bola espirrou na zaga, indo a escanteio.

Diego Souza outra oportunidade de marcar, mas pecou na hora da finalização. Se o 10 vascaíno foi incompetente, o 10 rubro-negro arrancou um contra-ataque morta, ironicamente, aos 10 minutos. Bola na esquerda para Deivid, que rolou para Renato Abreu ajeitar e chutar de perna esquerda no canto direito de Fernando Prass. Na comemoração, Renato, que atuou no Corinthians, fez uma homenagem ao ídolo Sócrates, que faleceu neste domingo.

O gol e as mudanças mudaram o panorama do clássico. Era o Flamengo que oferecia mais perigo. Com Ronaldinho e Thiago mais avançados, o time rubro-negro estava toda hora na área de Fernando Prass. Para tentar mudar a postura do time, Cristóvão sacou de uma vez só Felipe e Fellipe Bastos, entrando Bernardo e Eduardo Costa.

Era a aposta do técnico vascaíno em um esquema mais ousado. Mas, a exemplo do Palmeiras no Pacaembu, o Vasco também um jogador. Jumar, que havia levado cartão amarelo no primeiro tempo, fez falta em Júnior César e acabou expulso.

No Pacaembu, o Corinthians perdeu Wallace com cartão vermelho e o Palmeiras acertou uma bola na trave. Ainda havia esperança de título para o Vasco.

Assim, a última cartada de Cristóvão foi trocar Diego Souza por Elton. Com dois atacantes de área, o time queria se lançar ao ataque a todo custo, pois ainda apostava no título. Porém, quem teve chance de marcar novamente foi o Flamengo, com Deivid, que girou sobre a marcação e exigiu linda defesa de Prass.

Nos minutos finais, Renato Abreu ainda foi expulso por reclamação e tentou agredir o árbitro Péricles Bassols, mas foi contido pelos companheiros. Não havia tempo para mais nada e, apesar do vice do Vasco, as duas torcidas cantavam. Vascaínos orgulhosos pela campanha do time no ano, e flamenguistas pelo vice do rival e a vaga na Libertadores.

FICHA TÉCNICA – VASCO 1 X 1 FLAMENGO
Local: estádio Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 4 de dezembro (Domingo)
Horário: 17h (de Brasília)
Público: 40.004 (presentes)
Renda: R$ 1.261.470,00
Árbitro: Péricles Bassols Pegado Cortez
Auxiliares: Rodrigo Pereira Jóia (Fifa-RJ)e Ediney Guerreiro Mascarenhas
Cartões amarelos: Jumar, Eduardo Costa e Bernardo (VAS); Negueba, Alex Silva, Willians e Renato Abreu (FLA)
Cartões vermelhos: Jumar (VAS) e Renato Abreu (FLA)
GOLS
Vasco – Diego Souza, aos 29 minutos do primeiro tempo
Flamengo – Renato Abreu, aos nove minutos do segundo tempo

VASCO: Fernando Prass, Fágner, Dedé,Renato Silva e Jumar; Nilton, Rômulo, Fellipe Bastos (Eduardo Costa) e Felipe (Bernardo); Diego Souza (Elton) e Alecsandro
Técnico: Cristóvão Borges

FLAMENGO: Felipe, Léo Moura, Alex Silva, Welinton e Júnior Cesar (Rodrigo Alvim); Willians, Fierro (Muralha), Renato Abreu e Thiago Neves, Ronaldinho Gaúcho e Negueba (Deivid)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

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