Presidente do órgão explica que seria inviável reformar cobertura e que estrutura de lona e aço tem vida útil de mais de 50 anos

A troca de concreto por uma estrutura de aço e lona tensionada na cobertura do Maracanã não impediu que o orçamento da reforma do estádio para a Copa do Mundo de 2014 sofresse um novo grande aumento.

Com custo antes previsto em R$ 705 milhões, a Secretaria de Obras do Rio de Janeiro confirmou ao iG o novo valor da obra: R$ 956.787.720,00, um acréscimo de mais de R$ 250 milhões sobre a previsão anterior. O prazo continua o mesmo: dezembro de 2012.

As imagens da nova cobertura foram divulgadas nesta terça-feira pela Secretaria de Obras. O projeto da cobertura de aço e lona tensionada foi aprovado pelo Iphan (Instituto de Patrimônio Histórico Nacional) . O órgão ainda destaca que a obra é completamente “reversível”, em caso de necessidade, para aprovar a sua execução entendendo que não traz prejuízos ao patrimônio tombado.

Veja como ficará o Maracanã com sua nova cobertura

Segundo a Secretaria de Obras do Rio de Janeiro, na semana passada, as fundações para as novas arquibancadas e as rampas de acesso externas começaram a ser construídas. Cerca de 90% da parte interna, incluindo arquibancadas, vestiários, banheiros, salas de rádio e camarotes, já foram demolidos. Os 800 profissionais responsáveis pelas melhorias do estádio estão trabalhando em dois turnos: das 7h às 17h e das 19h às 5h.

O valor orçado para a reforma ficou acima do esperado. De acordo com o Governo do Rio de Janeiro, isso ocorreu "pela necessidade de substituir a cobertura existente. A atual marquise foi condenada por laudos de órgãos nacionais e internacionais. Uma estrutura em lona tensionada, aprovada pelo Iphan por não descaracterizar a atual, vai proteger os torcedores da chuva e do calor", diz um comunicado divulgado pela assessoria de imprensa.

A estrutura da cobertura tem durabilidade de 50 anos e garantia de 15 anos. Além de recursos estaduais, há um financiamento realizado junto ao Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES).

O plano inicial se mostrou inviável pois a estrutura atual do Maracanã não suportaria o concreto e a cobertura teria de ser refeita, atrasando o cronograma e aumentando demais o custo da reforma. As imagens foram divulgadas durante a apresentação do projeto executivo no TCU (Tribunal de Contas da União), em Brasília.

No dia da aprovação, 13 de abril, o superintendente do Iphan-RJ, Carlos Fernando de Andrade, analisou: “O limite da intransigência seria, por exemplo, mandar fazer tudo de novo do jeito que estava. Mas isso atrasaria e geraria um custo alto", disse, acrescentando que um parecer mais “ortodoxo” poderia comprometer a utilização do Maracanã na Copa das Confederações e na Copa do Mundo de 2014.

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