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Futebol
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Emocionado, Joel deixa portas abertas para voltar ao Botafogo

Treinador revelou que desgaste com parte da torcida causou saída e não negou chance de assumir o Flu

Renan Rodrigues, iG Rio de Janeiro |

Após confirmar seu pedido de demissão do Botafogo, na manhã desta terça-feira, o técnico Joel Santana concedeu entrevista coletiva para explicar os motivos de sua saída. Ao lado do presidente Maurício Assumpção, e do vice de futebol, André Silva, o treinador agradeceu os dirigentes e funcionários da equipe carioca e se emocionou ao comentar o bom relacionamento que tinha com a diretoria do Botafogo.

"É difícil. Depois de 14 meses, você trabalhar numa casa como essa... nunca trabalhei nesses 30 anos tão tranquilo como ao lado da direção que trabalhei aqui. Nós tivemos uma convivência muito boa, com uma união muito grande. Não é fácil chegar como chegamos e sair como estamos saindo. Acima de tudo com honra, com respeito. Sei que o Botafogo terá um futuro muito brilhante, porque sempre foi assim", disse Joel Santana.

As vaias recebidas nas últimas partidas foram decisivas para a decisão do treinador, que lamentou a atitude de parte da torcida. "Muitas vezes, as pessoas só dão valor quando sentem falta. Eram quatro, cinco, seis pessoas. Não estou incomodado com o torcedor, aqueles não considero nem botafoguenses, mas as pessoas tem que entender que nós treinadores também temos nosso sentimento", afirmou o treinador do Botafogo.

O treinador mostrou e depois beijou uma imagem que guarda na prancheta desde que assumiu o comando do clube, em janeiro de 2010: uma foto ao lado do ex-jogador Nilton Santos, ídolo do Botafogo. Joel afirmou que preferiu deixar a equipe agora, antes que o desgaste fosse maior.

"Nós chegamos a conclusão que em alguns momentos é preciso tirar um pouco o pé do acelerador, não tenho dúvida que muito em breve a gente volta. Aprendi que no mundo do futebol é melhor trabalhar com um 'até breve', que com um 'até nunca mais'. Deixo amigos fiéis, leais, a vida continua e o Botafogo é maior que nós todos. Deixo a porta encostada, vou cuidar da minha vida, ver minhas coisas", declarou o ex-treinador do Botafogo.

Joel também comentou sobre o futuro e não descartou a possibilidade de assumir o Fluminense ou outra equipe. "O mundo do futebol  muda com uma rapidez muito grande, você deixar o futuro responder por você é muito difícil. Não posso chegar aqui e dizer que vou parar de trabalhar. Ainda não estou com o 'boi na sombra'. Não tenho compromisso com ninguém, mas tenho amigos espalhados em clubes do Rio. Vamos ver o que vai acontecer", disse Joel.

AE
A despedido de Joel Santana do Botafogo foi emocionante

Confira outros trechos da coletiva de Joel Santana:

Relação com Loco Abreu e outros jogadores
"Não existe problema, nunca houve. Quem sabe, quando ele voltar da seleção, a gente pode marcar um dia um encontro, ir jantar. A amizade continua, jamais vai terminar, o Botafogo tem uma musica que diz: 'ninguém cala esse nosso amor'. Pediram para eu não ir embora. Maicosuel, Antonio Carlos, Jefferson. Você não sabem como é duro conviver e dar um até logo. É muito difícil. Os mais antigas, os emocionados, os mais novos, ainda desconfiados. Brinquei com o Guilherme. Uma joia que o Botafogo tem aqui".

Chegada de reforços
"Tudo que fizemos foi com os pés no chão. Conversado dentro das nossas necessidades. Estamos na segunda fase da Copa do Brasil, liderando o grupo no Campeonato Carioca. Acho que nosso plantel não é tão ruim como vocês pensam. Claro que o clube vai se reforçar em algumas posições que sabe que precisa. Mais um homem de frente, um homem de chegada"

Momento da decisão
"A ficha caiu quando cheguei em casa, no domingo. Fui pra casa de carona com o Valinhos (auxiliar). Cheguei bem tarde, sentei e as coisas começaram a passar pela minha cabeça. A pior coisa seria eu sair brigado com o Botafogo. Isso que ia me deixar muito mal. Liguei pro Anderson Barros (gerente de futebol) e disse que precisava conversar. Ele sentiu que eu não estava legal, minha voz não estava legal".
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