Com sua volta programada apenas para 2011, atacante revela que recebeu oito injeções analgésicas para poder enfrentar Palmeiras e Guarani


Ninguém sabe, muito menos o torcedor do Fluminense, mas por muito pouco o herói do título não ficou fora dos dois últimos jogos do Campeonato Brasileiro. A revelação foi feita pelo próprio Emerson nesta segunda-feira. Sem dormir há mais de 24h, o atacante afirmou que sua volta ao time estava programada apenas para o dia 19 de janeiro, contra o Bangu, pelo Campeonato Estadual.

Mas as dores no tornozelo esquerdo não foram suficientes para impedir que Sheik driblasse o prognóstico do departamento médico e trabalhasse duro durante três turnos diariamente. Mas isso não foi tudo. O atacante revelou ainda que precisou tomar oito injeções para poder estar em campo nas duas partidas decisivas. 

Essa era a programação, mas eu disse para os médicos que faria de tudo para voltar nos últimos jogos. Ninguém sabe disso, mas eu tive que tomar oito injeções para aliviar as dores e poder estar em campo contra Palmeiras e Guarani. Mas é bom deixar claro que se trata de um analgésico e que não me faria mal nenhum, afirmou o Sheik.

Embora saiba que o gol do título mudará sua vida e o colocará para sempre na galeria de ídolos do clube das Laranjeiras, Emerson rejeitou qualquer comparação com jogadores consagrados como Rivellino, Gérson, Romerito, Renato Gaúcho, entre outros, e afirmou que não se sente o novo Rei do Rio.

Não é excesso de humildade não, mas não consigo me ver numa galeria com os principais ídolos do Fluminense. Eu apenas estava no lugar certo, na hora certa. Poderia ter sido o Fred, o Washington. Mas tinha que ser eu, não dá para explicar. A bola passou embaixo das pernas do zagueiro e do goleiro. Dei muita sorte, mas heróis são todos e eu estou longe de ser o Rei do Rio, disse Emerson.

Mas a humildade do atacante não é da boca para fora. Nascido e criado em Nova Iguaçu, o jogador não esquece as origens. Desconhecido no início da carreira, ele lembra que se comparar sua vida atual com há de 18 anos atrás, muita coisa mudou. Talvez por isso o atacante tenha entendido porque todo atleta chora ao marcar um gol tão importante.

Tudo na minha vida foi muito difícil. Muitas vezes a gente fala de Deus em vão, mas eu tenho que agradecer muito tudo que Ele me proporcionou. Eu sempre me perguntava porque os jogadores  choravam quando marcavam um gol decisivo. Agora eu entendo perfeitamente. É uma sensação que não dá para explicar. Eu nem sabia o que fazer e nem para onde correr, explicou o jogador, que lembra que o gol foi marcado de pé esquerdo e com a parte lesionada.

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