Secretário disse que o estádio do São Paulo tem "equipamentos defasados em 30 ou 40 anos"

Até 2014, a Copa do Mundo terá amplo espaço nas discussões em diversos setores da sociedade brasileira. Nesta quarta-feira, a competição foi tema do Sports Business, congresso especializado em negócios relacionados ao esporte. Representantes das sedes voltaram a destacar o legado que será deixado pelo torneio, mas o Secretário Especial de Articulação para Assuntos do Mundial na capital paulista, Gilmar Tadeu Alves, também lembrou em sua palestra sobre a importância da atualização das próprias arenas esportivas.

"Se você olhar o estádio do São Paulo, o Morumbi, há equipamentos defasados em 30 ou 40 anos, completamente fora do que é exigido em questões importantes, como segurança e estrutura", comentou o secretário, ignorando investimentos anunciados pelo São Paulo mesmo sem a presença da Copa no local.

Gilmar Tadeu Alves ressaltou que as críticas sobre a construção de um estádio em Itaquera, região da zona leste da capital paulista com infra-estrutura deficiente, já eram previstas. "Essa discussão foi vista em outras épocas e sempre foi registrado um impacto extremamente positivo nas imediações em que foram construídas novas arenas", disse o secretário, que usou como exemplos os bairros que receberam o Mineirão (MG), Castelão (CE) e o próprio Morumbi (SP).

A palavra oficial sobre a preparação da prefeitura do Rio de Janeiro partiu Bernardo Carvalho, diretor do Instituto Rio 2014/2016, que resumiu sua palestra apenas na questão de infra-estrutura e evitou entrar no assunto do Maracanã - que teve problemas com greve de funcionários nesta quarta-feira.

"Queremos mudar a visão do Rio de Janeiro, mostrar que somos uma cidade boa para se trabalhar e que recebemos bem os turistas. Queremos uma cidade mais amigável. Nossa meta é exercer uma postura de protagonista da Copa, queremos ser a porta de entrada do Brasil. Tínhamos perdidos eventos importantes como a Fórmula 1, para São Paulo, e até o Mundial de vôlei de praia para Brasília. Queremos recuperar o tempo perdido", avisou.

A palestra mais descontraída do dia partiu de Ney Campello, Secretário para Assuntos da Copa do Mundo da Bahia (Secopa), que espera que Salvador ganhe em qualidade na sua infra-estrutura até 2014. "Se o Henry, aquele jogador francês, colocar a sandália e resolver sair para passear na Bahia, nós teremos de estar preparados para recebê-lo", projetou.

Sincero, Ney Campello avisa que a Copa do Mundo não irá resolver todos os problemas brasileiros. "Queremos ganhar a Copa dentro de campo - se aprendermos a bater pênaltis, é claro -, mas também temos de ganhar com a Copa do Mundo e ver que valeu a pena trazê-la para ter um futuro melhor", encerrou o secretário.

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