Tamanho do texto

Deportivo San Martín ia disputar a Copa Sul-Americana, mas passa por problemas financeiros

Divulgação
Com salários atrasados, atletas do San Martín agora estão desempregados
Com salários atrasados, o Universidad San Martín de Porres, 4º colocado no último Campeonato Peruano, vai abandonar o futebol profissional devido à greve de seus jogadores, informou no sábado o gerente do clube, Álvaro Barco. "Por causa desta situação, onde o clube viu que seus próprios ativos, que são os jogadores, lhe deram as costas, tomamos esta decisão. Isso (greve) não pode ser tolerado. O San Martín vai fechar suas portas e avaliar outro mecanismo para investir", afirmou o dirigente à rádio "Ovación".

Segundo Barco, a decisão dos jogadores afeta o investimento e os objetivos da entidade, que ia participar da Copa Sul-Americana. "Hoje (sábado) os dirigentes foram muito exatos com os jogadores ao manifestar as consequências desta falta grave", disse Álvaro à emissora "Rádio Programas del Perú". Os jogadores do San Martín tinham partida marcada neste domingo contra o Melgar, em Arequipa, mas, segundo o gerente de futebol, optaram por não sair da capital Lima.

O presidente da Agremiação de Jogadores Profissionais, Francesco Manassero, anunciou na noite da sexta-feira que os jogadores não iriam participar do campeonato por causa dos salários atrasados. A posição dos agremiados era de que em um prazo máximo de um ano suas dívidas fossem quitadas, mas a ADFP (Associação Esportiva de Futebol Profissional, na sigla em português), que reúne as 16 equipes da primeira divisão, lhes propôs fazê-lo em dois anos. Com a falta de acordo, o San Martín resolveu fechar as portas.

Vivendo crise em seu futebol profissional há muitos anos, o Peru também assiste equipes tracionais, como Alianza Lima, Sport Boys e Cienciano, sofrerem com endividamento e salários atrasados.