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Em meio à crise, Ceni e Lucas se calam mesmo com troféus nas mãos

Jogadores são-paulinos foram premiados nesta segunda-feira e entraram na seleção do Paulistão

Gazeta |

Nem os troféus que receberam da Federação Paulista de Futebol (FPF) pelo desempenho no Estadual motivaram Rogério Ceni e Lucas a falar em meio à crise que se instalou no São Paulo .

Enquanto o clube tenta acalmar os ânimos anunciando a paz e a permanência de Rivaldo e Paulo César Carpegiani , os dois principais atletas do elenco se afastam dos holofotes.Na noite dessa segunda-feira, Lucas, eleito a revelação no primeiro Paulistão de sua vida e como membro do meio-campo ideal do torneio, chegou como um astro. Em automóvel de luz, fez parte de uma 'carreata' que tinha também o santista Neymar e Wagner Ribeiro, empresário de ambos, e pouco olhou para jornalistas e torcedores que se espremiam nas grades. 

Envolvido por mais seguranças até do que Neymar, o camisa 7 do São Paulo tinha uma garota ao seu lado e só atendeu a pedidos de um trio de humoristas do "Pânico na TV", um deles vestido de Neymar. Respondeu às brincadeiras sorrindo, negando inclusive que a acompanhante da noite era sua namorada.

Após a leve entrevista, Lucas fingiu que não ouviu os insistentes pedidos por uma declaração sobre a situação do clube ou até pelo fato de, após se frustrar no sonho de ser eleito a revelação do último Campeonato Brasileiro, enfim levar troféus para casa. Entrou na casa de shows alugada para a festa até mais rápido do que Neymar.

Rogério Ceni fez o mesmo. O goleiro, que levou o prêmio de melhor na sua posição, foi o último jogador a chegar. Seguranças do São Paulo já estavam prontos para recepcioná-lo e tomar posse de seu carro para estacioná-lo. O capitão desembarcou sozinho e apressou-se, dizendo que só receberia a homenagem e iria embora antes do fim da festa.

Aos presentes, fez um curto discurso no palco. "Quero agradecer à Federação Paulista, aos meus companheiros, e parabenizar o Santos. Temos que reconhecer o trabalho destes meninos, que com todos os méritos conquistaram o título, como a melhor equipe da competição. Devemos reconhecer a vitória de nossos rivais. Ao Muricy, grande companheiro, também parabéns. Aos são-paulinos, tentaremos no ano que vem. Faremos o possível para melhorar", prometeu. Não havia nenhum dos principais dirigentes do clube na casa de shows. O boicote à festa promovida pela FPF é uma tradição do clube, que não esconde ser desafeto da entidade estadual, principalmente de seu presidente, Marco Polo Del Nero, inimigo declarado desde dezembro de 2008.

Rogério Ceni seguiu estritamente o exemplo de seus superiores. O último atleta a chegar foi também um dos primeiros a sair, em mobilização que obrigou um segurança a se esforçar para estacionar seu carro em um local pequeno, mas protegido por um portão de ferro, totalmente à prova do assédio ao goleiro.

O trio de humoristas, único a ouvir Lucas, passou toda a festa em frente ao portão, que não é a entrada principal da casa de shows, à espera de uma declaração do ídolo são-paulino. Foi prontamente ignorado, mesmo com um deles fantasiado de Muricy Ramalho, ex-treinador e declarado amigo do arqueiro.

Ao entrar no veículo, Rogério Ceni só teve paciência para esperar que eles e os jornalistas que o aguardavam se afastassem para ele poder dirigir seu carro para longe da festa. O capitão e atleta que há mais tempo trabalha no Tricolor apenas se manifestou sobre a situação atual do time em Florianópolis, depois da derrota por 3 a 1 para o Avaí .

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