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Em jogo da volta, Bahia perde, mas não esfria micareta no Morumbi

Baianos que moram em São Paulo eram maioria em jogo contra o Bragantino. Time de Salvador garantiu vaga na Série A há duas semanas

Paulo Passos, iG São Paulo |

O palco estava armado, com direito até a banda de axé. O principal objetivo do Bahia no ano já havia sido conquistado. Nem mesmo a derrota para o Bragantino, por 2 a 0, estragou a festa dos pouco mais de 4 mil baianos que foram ao Morumbi neste sábado.

Paulo Passos
Mais de quatro mil torcedores do Bahia foram ao Morumbi
A única celebração dos 4.939 torcedores presentes no Morumbi durante o jogo aconteceu aos 42 minutos do segundo tempo. Foi o momento em que o locutor do estádio avisou que, após o jogo, o cantor de axé Ricardo Chaves - que lamentou a derrota - faria um show para os presentes.

Parecia que o Bahia tinha marcado um gol, o que não fez durante os 90 minutos. O músico já havia se apresentado antes do jogo começar, em um palco improvisado ao lado do gramado.A partida, que deveria ser disputada em Bragança Paulista, foi transferida para São Paulo, em um acordo dos dirigentes dos dois clubes, na tentativa de aumentar a renda. A arrecadação total da partida foi de pouco mais de R$ 100 mil.

Festa antes e depois do jogo
Festa mesmo os torcedores do Bahia fizeram antes da bola rolar e depois da bola rolar. Braselee Santos Pimenta levou a esposa e os dois filhos para o Morumbi. "Sou Bahia até a morte e vi todos os jogos do time aqui em São Paulo", diz o zelador, que deixou Ilhéus há 11 anos para morar na capital paulista.

Enquanto pintava o rosto de outros baianos em frente ao estádio, ele contava a dificuldade que teve para fazer o filho de oito anos torcer para o Bahia. "Ele virou são paulino, espero que agora que voltamos para elite, ele mude", afirmou.

Há sete anos o Bahia não disputa a primeira divisão do Campeonato Brasileiro. Caiu em 2003 para a B. Em 2005 foi rebaixado para a Série C, de onde só saiu em 2008.

Elevador
"Hu elevador, hu elevador, desce rubro-negro, sobre tricolor", gritavam os baianos antes e depois da partida no Morumbi. O cântico era puxado por Ricardo Chaves em provocação ao maior rival do time.
Gazeta Esportiva
O cantor Ricardo Chaves fez show para os torcedores do Bahia que foram ver o último jogo do clube na série B


Faltando duas rodadas para o final do Campeonato Brasileiro, o Vitória ainda corre risco de ser rebaixado. Vai ser sim. Esse é o ano do elevador na dupla Ba-Vi, comemorava, antes da bola rolar, o músico o Rogério Oliveira que nasceu em Salvador, mas mora há 11 anos em São Paulo. Para escapar do rebaixamento, o rival do Bahia precisa vencer os próximos dois jogos, contra Internacional e Atlético-GO.

O jogo
Sem poder contar com titulares que tomaram remédios no voo para São Paulo, o Bahia criou a primeira oportunidade de gol. Aos cinco minutos, Jael ajeitou a bola da entrada da área e chutou firme. Acertou a rede, mas pelo lado de fora. As finalizações de longa distância logo passaram a ser uma arma do Tricolor no confronto. Éverton tentou abrir o placar duas vezes dessa maneira e parou em boas defesas do goleiro Vitor.

Com o tempo, contudo, a partida ficou ainda mais sonolenta. Até a festa da torcida do Bahia se tornou contida: muitos tricolores se calaram e preferiram assistir ao jogo sentados. Só voltaram a se levantar aos 28 minutos, quando Jael fez grande jogada dentro da área, livrou-se de dois zagueiros e bateu no canto. A bola passou rente à trave.

Já o Bragantino melhorou no final da primeira etapa, quando o técnico Marcelo Veiga substituiu Silvio por Tiaguinho. A equipe de Bragança Paulista teve um gol anulado aos 45, por impedimento de Fabrício Carvalho. O goleiro ainda fez duas intervenções importantes nos acréscimos, em conclusões de Julio Cesar e Léo Jaime. Foi o suficiente para os tricolores vaiarem o Bahia no intervalo.

A situação piorou no segundo tempo. Logo aos seis minutos, Julio Cesar chutou forte de fora da área e a bola parou no travessão. Léo Jaime aproveitou o rebote para marcar o gol do Bragantino e fazer a alegria de menos de 50 torcedores posicionados no setor visitante no Morumbi. Em vantagem no marcador, o time paulista começou a incomodar Omar com mais frequência.

O Bahia tentou reagir, principalmente com tabelas entre Éverton e Jael, porém não mostrou disposição suficiente para empatar a partida. E ainda foi vazado novamente. Aos 29 minutos, Tiaguinho (que havia substituído Silvio) ficou livre de marcação dentro da área, em vacilo da defesa adversária, e passou para Fabrício Carvalho concluir para o gol.

Mas a torcida do Bahia perdoou os erros do time no jogo festivo. O goleiro Omar, por exemplo, foi bastante aplaudido no momento em que deixou o campo para a entrada de Fernando Wellington. Houve até gritos de "olé" durante uma troca de passes do Tricolor. E a maioria do público permaneceu nas arquibancadas depois da partida, para estender a micareta com a segunda parte do show de Ricardo Chaves.

FICHA TÉCNICA
BRAGANTINO 2 X 0 BAHIA


Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 27 de novembro de 2010, sábado
Horário: 17 horas (de Brasília)
Árbitro: Wagner Reway (MT)
Assistentes: Lincoln Ribeiro Taques e Paulo Cesar Silva Faria (ambos do MT)
Público: 4.939 pagantes
Renda: R$ 107.835,00
Cartões amarelos: Fabrício Carvalho, Julio Cesar e Murilo Silva (Bragantino)
Gols: BRAGANTINO: Léo Jaime, aos 6, e Fabrício Carvalho, aos 29 minutos do segundo tempo

BRAGANTINO: Vitor; Murilo Silva, Júnior Lopes, Marcos Aurélio e Everaldo; Éder, Julio César, Léo Jaime e Silvio (Tiaguinho); Fabricio Carvalho (Marcelinho) e Silas (Thiago Cunha)
Técnico: Marcelo Veiga

BAHIA: Omar (Fernando Wellington); Arilton, Vágner, Nen e Felipe (Pablo); Fábio Bahia, Marcone, Lenine (Diego Santos) e Vander; Éverton e Jael
Técnico: Márcio Araújo  


 

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