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Em guerra, oposição corintiana ataca Andrés e "inicia" eleições

Há três meses da eleição, conselheiros divulgam nota de repúdio à gestão do presidente

iG São Paulo |

Bruno Winckler
Andrés Sanchez ofendeu membros do conselho
Conselheiros do Corinthians assinaram nesta sexta-feira uma nota de desagravo ao presidente Andrés Sanchez por declarações em que o mandatário do clube, no cargo há quatro anos, chamou o conselho deliberativo de "câncer do Corinthians". Andrés teria dito a frase num evento na capital paulista na terça-feira.

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Em uma página do caderno de Esportes do "Jornal da Tarde", Osmar Stabile, Paulo Garcia (principais nomes para concorrer com Mário Gobbi, candidato de Andrés, ao pleito marcado para fevereiro), assinam um texto de quatro colunas com mais 32 conselheiros, entre ele Antônio Roque Citadini, desafeto confesso de Andrés, em que desaprovam as atitudes recentes do presidente considerado na nota como uma pessoa "inculta e tosca".

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"Deslumbrado, é possível que queira concorrer com o humorista Rafinha Bastos no quesito grosseria", escrevem os conselheiros. Carlos Senger, presidente do conselho, reafirma as críticas em outra página do jornal.

Na nota, os conselheiros constestam os gastos do clube com o estádio em Itaquera. "Um estádio que custaria R$ 350 milhões, hoje está estimaddo em R$ 1 bilhão", diz a nota. Segundo a diretoria, o estádio sairá por R$ 820 milhões, mas à revista "Época", Andrés disse que custo do estádio chegaria à casa do bilhão .

Com uma dívida declarada de R$ 172 milhões, o Corinthians, segundo a nota, poderia na verdade ter cerca de R$ 400 milhões em dívidas. Em declaração recente sobre o assunto, Andrés disse que os grandes clubes do mundo são os maiores devedores e que "se quisesse quitaria toda dívida corintiana, desde que os corintianos estivessem dispostos a não terem um time competitivo".

Segundo a nota, Andrés teria chamado os membros do conselho de "velhacos". "Velhos, sim, Andrés. Mas velhacos, não. E ele que vista a carapuça se lhe couber", diz a nota.

Andrés Sanchez conduziu a mudança do estatuto do clube em 2009, proibindo reeleições e promovendo o voto direto para presidente. Mais de 3 mil sócios têm direito a voto. Marcado para fevereiro, o pleito poderia acontecer em dezembro, mas o conselho não aprovou a mudança. Andrés diz que pedirá licença no dia 15 de dezembro e Roberto de Andrade, primeiro vice-presidente, comandará o clube até a eleição.

Procurado para comentar a nota dos conselheiros, Andrés Sanchez não se pronunciou. Segundo a assessoria de imprensa do clube, será avaliada a possibilidade de se divulgar uma nota oficial sobre o assunto.

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