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Na comemoração dos 101 anos do clube, presidente se emocionou ao pedir desculpas à família pelos momentos ausente

Um ano depois de comemorar seu centenário, o Corinthians não obteve – dentro de campo – todas as conquistas que imaginava alcançar. Mas na festa pelos 101 anos do clube não faltaram motivos para celebrar. E para exaltar os quatro anos de mandato de Andrés Sanchez , que em dezembro se despede do cargo de presidente do clube.

O evento no Anhembi começou com Ronaldo . Há um ano visto como grande esperança dentro de campo, o ex-atacante rapidamente se tornou um importante parceiro fora dele depois de se aposentar. Pelos dois motivos, agradeceu a Andrés Sanchez. Ressaltou a importância de metas alcançadas, como a construção de um Centro de Treinamentos, as contratações de grandes jogadores e especialmente o início das obras do “Fielzão” .

E o Fenômeno não economizou na “declaração de amor” ao time. “Eu não imagino como poderia ter vivido sem passar pelo Corinthians. Passei pelos maiores clubes da Europa, mas o Corinthians e a paixão do corintiano são diferentes de tudo que eu conheci no futebol. Eu acordava toda quarta e domingo pensando no que ia viver no jogo e que ia correr por esse bando de loucos. E foi isso que prolongou minha carreira ao máximo”, afirmou.

O lutador de UFC Anderson Silva foi outro que agradeceu a Andrés Sanchez, inclusive chamando o dirigente de “segundo pai”. Contratado pelo Corinthians por intermédio do próprio Ronaldo, Silva reafirmou que é corintiano desde criança e que começou a se interessar pelas lutas justamente depois de perder um teste no futebol do clube.

Após um filme de quatro minutos exaltando as realizações de seu mandato – estatuto estabelecendo eleições diretas e sem reeleição, acesso à Série A em 2008, títulos paulista e da Copa do Brasil em 2009, contratações de impacto, aumento de receitas, CT e estádio –, foi a vez do próprio Sanchez discursar.

Já prevendo críticas, o presidente disse que precisava agradecer ao prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, “por entender a necessidade de São Paulo ter um estádio para a Copa” e aos vereadores que aprovaram os incentivos fiscais que viabilizarão a construção do estádio. Depois, chorou copiosamente ao pedir desculpas à família por ter sido muito ausente no período do mandato.

Nos bastidores, o ex-diretor de futebol do clube, Mário Gobbi, já falava como futuro candidato à presidência do Corinthians. E como todo o evento, seguiu a linha de exaltação ao atual mandatário, afirmando que, caso queira, Sanchez poderá ter qualquer cargo que quiser durante seu eventual mandato, caso seja eleito.