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Em dia de vira a casaca , torcida vaia gol, celebra o do Flu, ameaça Deola e não poupa nem Felipão

Palmeirenses que foram à Arena Barueri torceram contra o próprio time e insultaram jogadores na derrota para o Fluminense

iG São Paulo |

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O jogo nem havia começado e Deola já podia sentir o que estava por vir.  Não vai defender não. Deixa passar tudo. É para tomar gol viu, Deola, foi o que de mais educado ouvi o goleiro do Palmeiras.

Insultos e ameaças mais pesadas eram gritados pelos torcedores que estavam na arquibancada atrás do gol, na Arena Barueri. Com o início da partida, a pressão em cima do goleiro e dos outros palmeirenses só aumentou.

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Vamos perder, vamos perder, é o melhor para sobreviver, ameaçavam os palmeirenses. A possibilidade de ajudar o rival Corinthians e a eliminação para o Goiás eram os combustíveis de tanta ira.

O gol de Dinei, aos 4 minutos, deixou o clima ainda mais tenso. Apenas um pequeno grupo de torcedores comemorou. A maioria, entretanto, xingou o atacante. Por que não fez isso na quarta, ein?, gritou um dos mais exaltados.

Nesse momento, nem o técnico do Palmeiras foi poupado pela torcida: Ô Felipão, vai se ferrar, nós não queremos o dinheiro dos gambás.

Paulo Passos
Palmeirenses ameaçam goleiro Deola durante a partida contra o Fluminense

A vitória parcial, por mais absurdo que possa parecer, deixava os palmeirenses aflitos. Cada chance de gol desperdiçada pelo Fluminense levava a torcida localizada atrás do gol à loucura. Deixa entrar, Deola, pedia uma torcedora, enquanto o goleiro fazia as defesas que impediam o empate.

O sofrimento só diminui com o gol do Fluminense, marcado por Carlinhos, e comemorado pelos palmeirenses. O empate inflou ainda mais a torcida que começou a jogar copos de água em Deola. Doze policiais militar foram chamados e fizeram cordão de isolamento atrás do gol.

Sempre vitima da irá dos torcedores, o árbitro também não foi poupado pelos palmeirenses. A cada falta marcada contra o Fluminense, Wilton Pereira Sampaio era xingado. O juiz, entretanto, também recebeu afagos. Ao mostrar cartão para Luan, do Palmeiras, ele foi aplaudido.

No segundo tempo, os palmeirenses presentes na Arena Barueri seguiram pressionando os jogadores do próprio time. Só quando o Fluminense marcou o segundo gol que os cânticos tradicionais dos palmeirenses foram gritados. Mesmo assim, a torcida seguia para o Fluminense e foi assim até o apito final.

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