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Em dia de Copa do Brasil, São Paulo também tem eleição polêmica

Juvenal Juvêncio busca terceiro mandato consecutivo na presidência; oposição do clube considera ilegal

Levi Guimarães, iG São Paulo |

O Conselho Deliberativo do São Paulo realiza no início da noite desta quarta-feira a eleição do clube para definir os ocupantes dos principais cargos de diretoria nos próximos três anos. Porém, o que deveria ser um pleito definitivo deve acabar se tornando apenas mais um capítulo na batalha jurídica entre a situação e a oposição política do clube, que contesta a legalidade da candidatura do atual presidente Juvenal Juvêncio à reeleição.

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Os oposicionistas criticam a busca de Juvenal por um terceiro mandato consecutivo, quando o estatuto do clube permite apenas uma reeleição. Já o grupo de apoio ao mandatário, eleito pela primeira vez em 2006 e pela segunda em 2008, alega que o atual mandato é o único a ser considerado. Isso porque o estatuto do clube passou por mudanças e, portanto, esta seria a primeira reeleição.

Desde que Juvenal Juvêncio começou a indicar que se candidataria novamente, as interpretações desencontradas do estatuto vieram à tona. Liderada pelo conselheiro Edson Lapolla, que será o outro candidato esta noite, e pelo ex-judoca e vereador Aurélio Miguel (candidato derrotado por Juvenal em 2008), a oposição vem tentando há meses impedir o possível novo mandato.

Entre os torcedores, aqueles contrários ao atual presidente começaram o ano de 2011 criando um abaixo assinado contra a reeleição. O movimento, contudo, parece não ter alcançado a repercussão esperada. Até o início da manhã desta quarta-feira, o documento contava com pouco mais de 4800 assinaturas.

No final de janeiro, o iG publicou reportagem mostrando porque um novo mandato de Juvenal iria contra a história política do São Paulo. Reeleito, o dirigente completaria oito anos no cargo, encerrando uma história de quatro décadas de alternância no poder, já que desde 1971 ninguém fica mais que cinco anos no cargo. Ele se tornaria o terceiro presidente mais duradouro da história do clube, atrás apenas de Laudo Natel e Cícero Pompeu de Toledo, que foram presidentes por 13 e 9 anos respectivamente.

Em fevereiro, a oposição chegou a obter uma liminar impedindo a mudança de estatuto que permitiria a candidatura de Juvenal e Lapolla comemorou, dizendo que a oposição não estava muda. Essa liminar, porém, foi derrubada. E o Conselho aprovou com larga vantagem para a situação a emenda proposta pelo ex-presidente e advogado do clube Carlos Miguel Aidar.

Na última sexta-feira, Juvenal e Lapolla registraram oficialmente suas candidaturas. O atual presidente prometendo seguir sua linha administrativa, tendo como prioridades a reforma do Morumbi, o aproveitamento de jogadores das categorias de base de Cotia e contratações de alto nível para o time profissional. E o oposicionista sugerindo mudanças, como a descentralização administrativa entre clube, futebol e estádio, uma maior transparência na prestação de contas da diretoria, criação do cargo de manager e um estudo de viabilização de voto do Sócio-Torcedor na Assembléia Geral do clube.

Edson Lapolla sabe que sairá derrotado do pleito desta noite, já que Juvenal conta com amplo apoio entre os cerca de 230 conselheiros com direito a voto. Porém, a oposição promete não se dar por vencida, já que a validação da eleição ainda dependerá da decisão definitiva da Justiça sobre as mudanças feitas no estatuto. “Salientamos que em nosso entendimento este pleito é ilegal, sendo claro que seu resultado ficará subjudice”, dizia a plataforma administrativa da oposição publicada na última semana.

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