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Depois de morar um ano na Toca da Raposa, treinador atleticano escolheu a Cidade do Galo como residência

Flickr/Clube Atlético Mineiro
A Cidade do Galo é local de trabalho e também de moradia para o técnico Cuca
Nos últimos 14 meses, Cuca passou 13 deles em Minas Gerais. Treinador do Cruzeiro durante um ano e há pouco mais de um mês no comando do Atlético-MG , o técnico paranaense tem aproveitado como poucos a estrutura que os clubes da capital oferecem. Tanto na Cidade do Galo quanto na Toca da Raposa, o hotel oferecido aos profissionais do clube é de nível internacional. Com a vida nômade que treinador de futebol tem, Cuca optou em morar nos Centros de Treinamentos de Atlético-MG e Cruzeiro.

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Depois de morar por um ano na Toca da Raposa, Cuca está há mais de um mês na Cidade do Galo. Apesar de brincar que a comida é “de gracinha” e que os hotéis não têm mosquitos, o treinador revelou ao iG que o principal motivo por escolher a Toca e a Cidade do Galo está na possibilidade de vivenciar o clube 24 horas por dia.

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“Eu praticamente moro no clube porque a condição é muito favorável, é muito boa. Você tem a condição que qualquer lugar te oferece, um lugar bom, e não precisa se deslocar, pregar trânsito. Você está com mais tempo para tudo, mais tranquilo. É bom dar saidinha, para espairecer um pouquinho. Posso dizer que a Cidade do Galo, e lá no Cruzeiro, são lugares maravilhosos”.

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Nos períodos em que o time profissional não está treinando, Cuca usa para ver jogos dos adversários e até mesmo partidas das categorias de base, caso do Atlético-MG, que tem toda a sua estrutura de futebol no mesmo local. “Se você está no clube, de repente tem um jogo dos juniores e você vai observar, até motiva os meninos. Tem mais tempo, não tem pressa de ir embora, vive o clube, vive o trabalho. É gostoso, eu gosto e me faz bem. Como uma condição que aqui é dada, é o ideal para a gente trabalhar”.

Se a comida é boa, é de graça e o hotel tem todo conforto possível, Cuca tem um preço a pagar. Por conta do trabalho, o treinador do Atlético-MG passa muito tempo longe da família, com exceção de seu irmão, o Cuquinha, que é auxiliar técnico de Cuca. Mas com mais de dez anos de carreira como treinador, Cuca se mostra bem adaptado à situação.

“Se ficar longe aqui ou ficar longe lá no hotel é igual, vai ficar longe da mesma maneira. Na vida da gente sempre temos um propósito, e tudo o que eu faço é pela minha família, minhas filhas, meus irmãos e minha mãe. Cada um sabe o tamanho do fardo que pode levar e tento o ser o melhor possível para eles”.

Concentração
Mas ultimamente Cuca não tem passado muito tempo sozinho. Desde que assumiu o comando do Atlético-MG, somente um dia que os jogadores profissionais estiveram totalmente de folga, foi nessa segunda-feira, dia seguinte a triunfo sobre o Bahia . O treinador atleticano explica que a quantidade de jogos faz com que o clube adote algumas medias para que os atletas estejam inteiros fisicamente durante os jogos.

“Tudo o que é feito e analisado pela comissão técnica com a diretoria é para o bem deles. Às vezes, prender o jogador um pouco mais significa repouso, uma alimentação, uma viagem antecipada que vai dar a eles uma condição de briga melhor no dia do jogo, de luta, de entrega, de correria. Se você não faz isso, você não recupera, com jogo domingo e quarta, com o time que ainda não é definido, jogadores que não são homogêneos, tem jogador que ainda está entrando em fase de competição, como Mancini e o Daniel Carvalho. Então, se a gente não descansar, daqui a pouco estoura. O repouso, a alimentação e o descanso fazem parte do trabalho” disse Cuca, que está em Goiás com a delegação do Atlético-MG desde quinta-feira, para o jogo deste sábado, diante do Atlético-GO .

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