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"Ele é bem maluco", diz Ilsinho sobre treinador do Shakhtar

Jogador é do clube ucraniano e está emprestado ao São Paulo. Meia Willian acredita no sucesso da equipe na Europa

Mário André Monteiro e Levi Guimarães, iG São Paulo |

Dois dos principais nomes para o sucesso do Shakhtar Donetsk nesta temporada não entram em campo. Nem jogadores são. O presidente Rinat Akhmetov e o treinador Mircea Lucescu são os grandes responsáveis por elevar o time a um patamar nunca antes alcançado dentro do continente.

O primeiro por abrir os cofres. O segundo por montar e fazer o time jogar. Apesar de serem de nacionalidades diferentes – Akhmetov é ucraniano, Lucescu é romeno –, mandatário e comandante falam a mesma língua quando o assunto é contratações. Para investir certo, eles analisam o mercado em conjunto e miram os jovens atletas com potencial, como tem sido feito nos últimos anos.

Getty Images
Willian é um dos destaques do Shakhtar Donetsk
O meio-campista brasileiro Willian, titular da equipe, disse ao iG que a relação dos jogadores com o presidente é muito boa. “Ele é um cara tranquilo, vai aos treinos, acompanha o time nos jogos em casa. Depois das partidas ele vai ao vestiário. Ele é muito humilde, apesar de tudo que tem”.

Ilsinho, que tambem falou ao iG e ainda é jogador do Shakhtar, mas que está emprestado ao São Paulo, corroborou o discurso do companheiro com relação ao mandatário, e ainda lembrou de um episódio na conquista da Copa da Uefa, em 2009. “Acredito que ele esteja indo todos os dias lá, porque na época da Uefa, quando nós estávamos passando de fase, ele aparecia todo dia, queria saber o que acontecia, queria saber o que fazer para ajudar, sempre cobrando”.

Sobre Lucescu, tanto Willian quanto Ilsinho foram unânimes e não hesitaram. Os treinamentos são bem puxados. “Ele cobra bastante dos jogadores. Aqui na Ucrânia eles priorizam a parte física, aqui tem que correr. Às vezes o time está mal taticamente, mas tem que correr nos treinos. É bastante puxado”, disse Willian.

Ilsinho lembrou de um episódio com o técnico, no dia em que a equipe não pôde treinar. “Ele gostava de treinar no dia de jogos, os treinos não tinham fim, treinávamos a tarde inteira até acabar a luz. Quando não podia trabalhar, ele acordava a gente cedo e fazia andar no quarteirão do hotel. Ele é bem maluco. É a metodologia dele, ele fazia desde quando estava no Galatasaray, mas está dando certo”, contou o jogador.

AP
Lateral/meia Ilsinho está emprestado ao São Paulo
Adaptação no país
Se os dois jogadores tiveram a mesma opinião sobre o técnico, com relação às dificuldades encontradas no país não foi diferente. “O que incomoda ainda é frio. Acho que incomoda até os ucranianos. Mas estou adaptado. A língua já falo algumas coisas, sei me virar em um restaurante, por exemplo”, disse Willian, considerando o clima o principal obstáculo na Ucrânia.

“Comida a gente levava, o mais difícil é o frio. Demora para você se adaptar, mas é vai ou racha. A língua você demora pra aprender, até porque tem muito brasileiro, quase não se fala o idioma. A gente fala quando vai fazer compras ou em restaurantes. Não é aquela exigência você conversar com o ucraniano”, comentou Ilsinho.

Relação jogador x torcida
A torcida do Shakhtar Donetsk é famosa por ser a mais fiel e fanática da Ucrânia. Sobre os fãs, Willian não tem do que reclamar. Somente dos torcedores rivais, que, infelizmente, levam o racismo para os estádios. “A torcida do Shakhtar é tranquila, apóia a gente sempre, pede autógrafo. Mas quando a gente joga fora de casa com alguns times, eu, Fernandinho, Douglas Costa pegamos na bola e eles fazem barulho de macaco. Mas como estou jogando eu nem ligo pra isso”, revelou o meio-campista.

Estrutura para se tornar grande
Ainda é cedo para afirmar, mas Ilsinho acredita que o clube pode se tornar uma grande potência da Europa, mas faz algumas ressalvas. “A força política do país e a força do campeonato nacional dificultam para o Shakhtar se tornar muito grande. Mas a intenção é essa. Eles estão investindo para que o futebol cresça e com isso se tornem uma potência”, disse o são-paulino.

Ele também comentou que, apesar de todo investimento, somente quatro clubes são grandes dentro do país. “Tem times muito abaixo, em tudo. Estádio, estrutura... dizem que a melhor estrutura para centro de treinamento é do Dnipro, do Giuliano. É uma cidade boa e o presidente investe bastante. O estádio do Metalist foi reformado. E tem os dois grandes, Dínamo e Shakhtar. Então são esses quatro que brigam. O resto não tem como comparar, é uma zebra ou outra que chega na final da Copa Ucrânia, mas no campeonato não tem como”, falou Ilsinho.

Mais sucinto, mas com a mesma opinião, Willian concorda que voos mais altos do seu clube estão por vir. “Tem tudo para se tornar um time grande dentro da Europa. É um clube com estrutura, tem um estádio bonito”, concluiu o atleta.

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