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Egito processa 75 por morte de torcedores em jogo de futebol

Confusão trágica aconteceu há cerca de 45 dias, durante partida entre Al-Masry e Al-Ahly

iG São Paulo |

A promotoria-pública Egito processou nesta quinta-feira 75 pessoas, incluindo policiais, por participação nos tumultos do evento que ficou conhecido como massacre no Port Said Stadium . Na tragédia, ocorrida há cerca de 45 dias, 74 pessoas morreram e 248 ficarem feridas após torcedores invadirem o campo e causarem tumulto durante partida entre Al-Masry e Al-Ahly, pelo Campeonato Egípcio. Foi o pior desastre relacionado a futebol nos últimos 15 anos, e o torneio nacional acabou cancelado.

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A invasão começou alguns minutos depois do final do jogo. Mesmo com a vitória de seu time, os torcedores do Al-Masry partiram para cima dos rivais e começaram a matança. Testemunhas dizem que os policiais foram coniventes com os agressores e não fizeram nada para impedir o massacre. Muitos dos torcedores envolvidos no episódio, inclusive, eram criminosos já com vasta ficha policial. Um dos principais culpados, segundo a promotoria, é o engenheiro elétrico responsável pelo Port Said Stadium, que teria apagado as luzes para dificultar a fuga dos torcedores do Al-Ahly.

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Além disso, o tribunal nacional emitiu comunicado dizendo que nove policiais, inclusive seis oficiais de alto escalão, participaram diretamente do massacre de Port Said. Segundo o órgão, os policiais sabiam antes do jogo que os torcedores do Al-Masry pretendiam atacar os rivais, mas não tomaram nenhum tipo de ação e até ignoraram a revista e deixaram os agressores entrarem armados com pedras, porretes e explosivos no estádio. Entre os suspensos, está o Major Issam Samak, então chefe de segurança da cidade de Port Said. Ele foi suspenso por tempo indeterminado.

O Federaçao Egípcia de Futebol já anunciou que irá responsabilizar e punir o Al-Masry pelo ocorrido. O clube não fez nada para impedir a superlotação do estádio no dia (havia cerca de 3 mil torcedores a mais do que o permitido). A equipe deve ser rebaixada para a segunda divisão nacional, além de ser impedida de atuar em seu estádio por um período determinado.

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