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Educação e ¿bobinho¿ são segredos da base do Barça, diz Xavi

Segundo meio-campista formado pelo clube catalão, atletas são estimulados a pensar no jogo desde jovens

Pedro Taveira, iG São Paulo |

Brincadeira de “bobinho”, boa educação e toques rápidos. Se há alguma explicação para a capacidade do Barcelona em formar grandes atletas, este é o segredo para o “romântico” Xavi. Motor do melhor meio-campo do mundo na atualidade, o atleta revelou em entrevista ao jornal britânico Guardian que valoriza muito mais a técnica do que a força física e que, uma vez na base do clube catalão, todos são educados desde pequenos a pensar na jogada antes de a bola chegar.

“Algumas academias se importam somente em vencer. Nós nos preocupamos com educação. Educação é a chave. Os jogadores estão há 10 ou 12 anos aqui. Quando você chega ao Barcelona, a primeira coisa que te ensinam é a pensar. Pense, pense, pense. Rápido. Levante a cabeça, se mexa, veja, pense”, afirmou Xavi. “Tem tudo a ver com ‘bobinho’. É o melhor exercício que há. Você aprende a não perder a bola. Se perde, vai para o meio. Pum-pum-pum-pum, sempre um toque. Na verdade, o técnico costumava dizer meio-toque. Se você está no meio, é humilhante. O resto ri de você”.

O sucesso da fórmula é tamanho que na goleada por 5 a 0 sobre o Real Madrid, em novembro passado, pelo Campeonato Espanhol, último encontro entre os arquirrivais, oito titulares do Barcelona haviam sido formados em La Masía. Mas nem sempre foi assim. Terceiro melhor jogador do mundo por dois anos consecutivos em eleição da Fifa, Xavi se diz satisfeito pela cultura que voltou a valorizar jogadores como ele.

“Seis anos atrás eu estava extinto; atletas como eu estavam perigando deixar de existir. Todos tinham dois metros, eram fortes, jogavam por rebotes”, falou o espanhol. “Era isso ou morrer. Eu sou romântico. Gosto do fato de que o talento e a habilidade técnica estão acima das condições físicas. Fico satisfeito que essa seja a prioridade”.

Reuters
Terceiro melhor jogador do mundo, Xavi, à direita, ao lado de Iniesta e Messi, também formados no Barça
O estilo de jogo do Barcelona, na visão de Xavi, é fruto da volta deste pensamento. A equipe é reconhecida pela ofensividade, velocidade e marcação por pressão. “Alguns times não conseguem ou não passam a bola. Para que você está jogando? Qual o objetivo? Isso não é futebol. Tocar, jogar. Isso é futebol. Mas o resultado pode ser um impostor, no ano passado fomos melhores que a Inter de Milão, mas perdemos”, disse o atleta, para quem o clube catalão nunca ficará muito tempo sem conquistar títulos. “É praticamente impossível. Se você passa dois anos sem ganhar nada, tudo tem que mudar. Mas você muda nomes, não a identidade. A filosofia não pode se perder. Nossos torcedores não entenderiam um time que jogasse atrás”.

No próximo dia 16 de fevereiro, a filosofia do Barcelona encara mais um duro teste. O atual líder do Campeonato Espanhol começa a disputa nas oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa contra o Arsenal. O primeiro jogo será na Inglaterra.

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