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Futebol
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Edmundo se recusa a fazer despedida pelo Vasco em jogo oficial

Aos 40 anos e cinco quilos acima do peso, ex-atacante reconhece que atrapalharia os jogadores

Hilton Mattos, iG Rio de Janeiro |

Aos 40 anos, Edmundo não sabe o que é pisar em um campo de futebol desde 7 de dezembro de 2008, quando vestiu pela última vez a camisa do Vasco . Foi no encerramento do Campeonato Brasileiro . E, para a tristeza do ex-atacante, o time perdeu de 2 a 0 para o Vitória, dentro de São Januário, caindo para a segunda divisão. Hoje, comentarista de uma emissora de TV, ele ensaia, atrasado, o seu jogo de despedida. Mas faz um apelo: não quer que seja uma partida oficial como tem se pensado em razão da falta de data.

“Não gostaria de atrapalhar, gostaria de jogar numa data festiva, diferente de um jogo oficial. Eu sempre levei a sério a profissão, e sei que os profissionais também pensam assim. A gente vai arrumar uma maneira de encontrar um diazinho antes da Libertadores para fazer essa despedida”, declarou Edmundo, em entrevista ao programa Vasco TV.

Gazeta Press
Edmundo vestiu a camisa do Vasco pela última vez em 2008
Sem entrar em campo há três anos e cinco quilos acima do peso, o ex-atacante estuda com a diretoria vascaína os detalhes para a festa. Edmundo quer apagar a imagem que ficou daquela tarde de domingo que culminou com o capítulo mais triste da história do clube. Ele exige a presença de Juninho Pernambucano , Pedrinho, Felipe e Carlos Germano, além de outros companheiros que atuaram ao seu lado nos 90 e 2000.

A incompatibilidade está na data do jogo. Pensou-se em utilizá-lo em jogo oficial, já que em 2012 o Vasco estará se preparando a Libertadores e o calendário ficará apertado. Edmundo, no entanto, é contra e ainda faz piada com a atual forma física.

“Se tiver que ser numa data oficial...”, diz, resignado. “O problema é além de atrapalhar, hoje um garoto de 19 anos não vai deixar eu tocar na bola...E eu mal estou conseguindo caminhar. Quero um clima de festa, compartilhar com meus amigos Pedrinho, Felipe, Germano, Juninho. Quero ouvir mais uma vez eles (torcedores) gritarem ‘Ah, é Edmundo’. É isso que eu quero”.
 

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