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Edinho aponta problemas de estrutura para saída do Americana

Equipe do interior mudou-se de Guaratinguetá para Americana e ficou sem centro de treinamento

Gazeta |

As três derrotas consecutivas no Campeonato Paulista não foram o único motivo para o pedido de demissão de Edinho Nazareth do Americana. O treinador, que assumiu a equipe em outubro do ano passado, afirmou que os problemas de estrutura após a mudança de Guaratinguetá e a chegada à nova sede, no início desse ano, foram vitais para a sua tomada de decisão. Segundo o comandante, as condições de treinamento em Americana prejudicaram o rendimento da equipe, que chegou a liderar o Estadual no início do torneio, mas que agora ocupa a nona colocação.

"Várias coisas influenciaram para a saída. A queda de produção do time está relacionada com a falta de apoio na estrutura. Eu não tive nenhum problema com a diretoria, mas acho que houve uma falta de compreensão. Eles sempre quiseram ajudar, mas às vezes a prioridade deles não era essa (da estrutura)", declarou Edinho.

Para o treinador, o bom desempenho da equipe no início do ano esteve relacionado à boa pré-temporada. Entretanto, quando teve que se mudar para Americana, o clube encontrou várias dificuldades logísticas. Para se ter um exemplo, a equipe até hoje não possui um campo de treinamento, e realiza os seus trabalhos em gramados de empresas privadas ou da Prefeitura de Americana.

"A minha experiência mostra que você sai na frente quando faz um planejamento. A nossa vantagem inicial teve muita relação com a preparação anterior. As condições foram boas, fizemos a pré-temporada no CT do Marcelinho (Carioca, ex-jogador) e isso gerou uma 'gordura' na tabela. Mas eu sempre falei que as coisas iam ficar mais difíceis no meio do campeonato, e isso piorou com os nossos problemas de estrutura", explicou o treinador.

O gerente de futebol do Americana, Marcos Cesar Xavier, confirmou que o Americana não possui, por enquanto, uma boa estrutura para oferecer aos seus jogadores.

"A gente não tem a estrutura ideal. Nós sabemos que ainda falta muita coisa. A gente está trabalhando para melhorar isso, mas o processo é lento. Hoje, os gramados que nós usamos, da Prefeitura (de Americana) e de algumas empresas, não estão preparados para aguentar as chuvas. O estádio que nós jogamos (Décio Vitta) foi reformado há pouco tempo, e sabemos que parte do gramado não ficou ideal", admitiu o dirigente.

Segundo Marcos Cesar, Edinho demonstrou por diversas vezes a sua insatisfação com os problemas de estrutura em Americana e a diretoria do clube fez o que podia para solucioná-los.

"Nós fizemos tudo o que estava dentro do possível, mas não podemos fazer um campo em três meses. Já tínhamos uma estrutura montada em Guaratinguetá e mudamos para uma cidade que não tinha nenhuma estrutura. Fomos cobrados várias vezes (pelo Edinho), fizemos o possível e o impossível para resolver os problemas e estamos com a consciência tranquila. Se o 'tudo' nosso não foi suficiente para ele, a gente lamenta, mas estamos com a consciência limpa", afirmou o dirigente.

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