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"É injusto, mas é a regra", diz Arnaldo sobre cartão para Rogério

Ex-árbitro diz que punição para comemoração no 100º gol é determinação da Fifa. Ceretta diz que, se pudesse, não o advertiria

Pedro Taveira, iG São Paulo |

O cartão amarelo recebido por Rogério Ceni após marcar o 100º gol de sua carreira na vitória do São Paulo por 2 a 1 sobre o Corinthians, no último domingo, levanta a discussão sobre uma recomendação disciplinar da Fifa aos árbitros. Até que ponto punir um jogador por tirar a camisa de seu clube durante a comemoração de gol é um exagero? Para Arnaldo Cezar Coelho, ex-juiz e comentarista de TV, embora o cartão para Rogério possa ser considerado injusto, trata-se apenas do cumprimento da lei em defesa dos patrocinadores.

"É uma injustiça, apesar de estar certo por ser a regra. Por mais boa praça que seja, o árbitro não pode ser simpático dentro de campo e abrir uma excessão", afirmou Arnaldo ao iG. Ele disse que também teria advertido o goleiro são-paulino e lembrou de um caso similar. "O primeiro gol do Ronaldo em sua volta ao Brasil (pelo Corinthians, em 2009) também foi histórico e ele foi punido com o cartão". Na ocasião, o ex-atacante escalou o alambrado do estádio de Presidente Prudente para comemorar com seus torcedores, o que, segundo o ex-árbitro, também não é permitido.

AE
Rogério Ceni leva o cartão amarelo após tirar a camisa na comemoração do seu gol 100
O cartão amarelo para quem tira a camisa para comemorar gols é uma solicitação da Fifa à Internation Board, órgão que regulamenta as regras do futebol. Os objetivos da entidade máxima são evitar mensagens políticas ou religiosas por parte dos atletas e preservar os patrocinadores dos clubes no momento de maior valorização em uma partida, o gol. "Estes patrocinadores pagam a TV para exibir suas marcas na hora do gol", explicou Arnaldo.

Árbitro do clássico do último domingo, Guilherme Ceretta de Lima apenas seguiu à risca esta recomendação. "Se a regra nos desse a liberdade de escolher, eu não iria advertir jogador por retirar a camisa em comemoração de gol, sendo ele o primeiro, décimo ou o 100º de qualquer atleta", falou Ceretta, que, por outro lado, sequer cogitou a hipótese de não dar cartão amarelo para Ceni. "Assim que ele (Rogério) fez o gol, retirei o cartão do bolso para anotar. Quando ele tirou a camisa, já aproveitei e anotei como atleta advertido". 

Até o goleiro são-paulino se mostrou conformado com a punição quando voltava para sua meta, segundo Ceretta. "Ele me disse que nunca tinha tomado cartão por comemoração, que aquele momento era especial e, por isso, extravasou", afirmou o juiz. "Ele falou que eu estava na minha razão em adverti-lo".

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