Norte-americanas levaram a melhor em duas das três decisões recentes entre as duas seleções

Graças à derrota por 2 a 1 para a Suécia, nesta quarta-feira, os EUA terminaram a primeira fase da Copa do Mundo Feminina na segunda colocação do grupo C, fato que antecipou o confronto das americanas contra o Brasil. O duelo, que está marcado para este domingo, às 12h30 (de Brasília), em Dresden, repetirá uma rivalidade que se acentuou a partir de 2004, quando as duas seleções decidiram as Olímpiadas de Atenas. Desde então, sempre que há uma grande competição entre seleções, Brasil e EUA se cruzam nas fases finais.

Na Grécia, sob o comando de René Simões, o Brasil viu nascer uma geração competitiva no futebol feminino. Com apenas 18 anos, Marta já mostrava o talento que viria a consagrar a atleta com cinco títulos consecutivos do troféu de melhor jogadora do mundo concedido pela Fifa. No entanto, o sonho da medalha de ouro foi interrompido em jogo dramático. No tempo normal, Tarpley marcou para as americanas e Formiga empatou para o Brasil. Na prorrogação, porém, Wambach anotou um gol aos seis minutos da segunda etapa e definiu o título americano.

A revanche brasileira viria três anos mais tarde, e de forma arrasadora. Com Marta realizando uma jornada incrível, o Brasil não tomou conhecimento dos EUA na semifinal do Mundial de 2007 e aplicou uma goleada por 4 a 0, com dois gols de Marta (um deles de placa), um de Cristiane e outro de Osborne (contra). Após avançar à final, o Brasil foi derrotado por 2 a 0 pela Alemanha e ficou com o vice-campeonato mundial.

Um ano mais tarde, Brasil e EUA voltaram a se enfrentar em uma final de Jogos Olímpicos, desta vez em Pequim, na China. Em uma partida muito disputada, as seleções ficaram no empate sem gols no tempo normal e, na prorrogação, as americanas levaram a melhor novamente e venceram por 1 a 0, com gol marcado por Lloyd ainda no primeiro tempo.

Agora na Alemanha, onde disputa a Copa do Mundo, a seleção brasileira terá a chance de igualar a disputa recente contra as americanas. Para passar às semifinais, o Brasil conta com uma melhor campanha na competição. Com três vitórias em três jogos, o Brasil ainda não sofreu gols e marcou sete vezes. Já os EUA, com a derrota para a Suécia, terminaram a primeira fase com seis pontos, seis gols marcados e dois sofridos.

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