Presidente da CBF foi internado na noite desta sexta-feira, mas seu quadro já melhorou durante a noite

Internado nesta última quinta-feira por conta de dores abdominais, Ricardo Teixeira , presidente da CBF , segue se recuperando, de acordo com a assessoria de imprensa do Hospital Pró Cardíaco. Segundo as informações prévias antes da divulgação do boletim médico do dirigente, as dores de Teixeira diminuíram ao longo desta noite.

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Apesar da melhora, Ricardo Teixeira, que chegou ao hospital no Rio de Janeiro andando ao lado de sua esposa e de seus seguranças, deve permanecer internado nesta sexta. O presidente de 64 anos de idade já passou por duas angioplastias e necessita de um acompanhamento médico mais intenso.

O presidente da CBF deu entrada no hospital com uma suspeita de diverculite, uma inflamação na parede do cólon, parte do corpo ligada ao intestino grosso. Ainda assim, a alimentação do mandatário de 64 anos não sofreu nenhuma alteração. O Hospital Pró Cardíaco deve divulgar um boletim médico até o final da manhã desta sexta-feira.

Protestos e desgaste da imagem
Recentemente, Ricardo Teixeira, que também comanda o COL (Comitê Organizador Local da Copa 2014) não tem recebido boas notícias. Na última quarta-feira, ele virou alvo de um convite da Comissão de Constituição e Justiça do Senado para comparecer àquela casa, em Brasília. Teixeira terá de responder perguntas em uma audiência pública sobre a organização da Copa 2014. A audiência não tem data marcada.

Já na última segunda-feira, o diário Lance publicou matéria informando que o procurador da República Marcelo Freire anunciou que enviaria à Superintendência da Polícia Federal no Rio de Janeiro um ofício determinando a abertura de novo inquérito contra o cartola .

A Polícia Federal pode, portanto, investigar se o dinheiro que o jornalista Andrew Jennings, da BBC de Londres, denunciou que Teixeira recebeu foi remetido ilegalmente para o Brasil.

Leia mais sobre a Copa 2014

No início de agosto, a Polícia Civil do Distrito Federal passou a investigar a organização do amistoso entre Brasil e Portugal, em Brasília, disputado em 2008. A partida custou R$ 9 milhões ao governo do Distrito Federal. A empresa Alianto, organizadora do evento, está na mira das investigações, mas a CBF também é alvo por ter cedido os direitos do amistos.

As redes sociais não ficaram distraídas em meio a tantas polêmicas. Por meio de sites de relacionamento pessoal, jovens de diversas capitais organizaram protestos tendo como tema o grito de guerra "Fora, Ricardo Teixeira!"

Sem espaço no Palácio do Planalto
Também chama a atenção a frieza com a qual a presidenta Dilma Rousseff trata Teixeira. Habituado ao bom relacionamento com Lula, que deixou o cargo em janeiro, o presidente da CBF não goza da simpatia de Dilma, que prefere outros interlocutores ao precisar falar sobre a Copa 2014.

Veja também: Lei da Copa expõe queda de braço entre Fifa e Dilma

Dilma, aliás, irritou a alta cúpula da Fifa ao fazer alterações na Lei Geral da Copa , documento que visa à dar garantias do governo do país-sede aos organizadores do Mundial. A entidade máxima do futebol, com sede na Suíça, deseja ter mais autonomia na realização da Copa, mas o texto assinado por Dilma manteve postura firme quanto a temas nevrálgicos, como a proteção de marcas e a venda de ingressos.

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