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Futebol
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Dono do time que recebeu Brasil, chefe da F-1 nem vai aos jogos

Brasileiro que trabalha no Queens Park Rangers contou histórias do clube que tem Bernie Ecclestone como sócio

Marcel Rizzo, enviado iG a Londres |

Um brasileiro trabalha no Queens Park Rangers, time da segunda divisão inglesa que recebeu a seleção brasileira para treino nesta quinta-feira, em Londres. Mas ele não é jogador, treinador, auxiliar técnico ou qualquer outra função habitual ligada a futebol: Pedro Martins estagia no setor administrativo do clube que deve retornar à Premier League (elite local) na próxima temporada - o Rangers lidera a “Segundona” nove pontos na frente do segundo colocado

“Faço uma espécie de estágio. Acabei conseguindo a vaga e passo por todos os setores do clube, do administrativo ao financeiro, parte comercial. Até hoje só não tinha estado mais próximo do futebol realmente”, contou Martins, 22 anos, natural de Araraquara, interior de São Paulo, e que já havia trabalho no setor administrativo do Atlético-PR.

Como quase todo clubes inglês, o Rangers tem proprietários. As ações são divididas entre o chefão da empresa que administra a Fórmula 1, Bernie Ecclestone, e o bilionário indiano Lakshmi Mittal. Até 2010 Flavio Briatore, ex-manager da Renault na F-1, também tinha participações, mas as vendeu a Ecclestone. Mas sabe quantas vezes Martins viu Ecclestone no estádio? Nenhuma.

“A administração de clubes aqui é diferente. Há os donos, mas eles não participam da gestão. Há o presidente, que vive o dia a dia, mas que também precisa do dinheiro dos donos”, contou Martins, que lembrou de uma história para mostrar como Ecclestone não freqüenta o Loftus Road, estádio da equipe.

“No estágio passei pelo setor de segurança e em um dos jogos o pessoal deixou a foto do Ecclestone na entrada, para caso ele aparecer não ser barrado de jeito nenhum”, contou.

O Brasil acabou treinando no estádio porque o diretor de futebol do Rangers, o italiano Gianni Paladini, tem contatos com a empresa Kentaro, que organiza os jogos da seleção na Europa, e conseguiu que o clube tivesse a marca divulgada recebendo os brasileiros. Paladini trabalhou, por exemplo, com brasileiros, como Juninho Paulista.

Processo

Marcel Rizzo
Neil Warnock, técnico do Rangers, ri ao falar que pretende contratar brasileiros
O Rangers apareceu recentemente no noticiário brasileiro porque Dunga, ex-técnico da seleção, processa a QPR Holding, empresa que administra o clube pedindo R$ 2 milhões do período que trabalhou como consultor, entre 2004 e 2006. Dunga diz que fez empréstimos não ressarcidos.

“Ele processa a empresa, houve algumas mudanças recentes. É um caso que não falam muito por aqui”, explicou Martins. A QPR Holding admitiu ter recebido os empréstimos, mas diz não conseguir identificar de onde vieram.

Único brasileiro que trabalha no Rangers, Martins foi convocado para fazer a tradução entre dirigentes locais e o staff da seleção e entre as comissões técnicas. Normalmente não tem contato com o treinador Neil Warnock, mas desta vez serviu para dar explicação sobre alguns jogadores.

“Quem é aquele grandão?”, apontou Warnock em certo momento, quando os jogadores realizavam um treino técnico. “Se chama Luisão, joga no Benfica. Ele é irmão de outro zagueiro, que joga no São Paulo chamado Alex Silva”, respondeu o brasileiro.

Interessado, Warnock então quis saber dos jornalistas brasileiros quem deve ser o próximo craque da seleção brasileira. Ao ouvir Neymar e Ganso como candidatos, respondeu de bate-pronto: “do Santos, não?”. Caso o acesso do Queens se concretize, o técnico contou que pretende indicar atletas brasileiros. “Mas esses são muito caros”, brincou. Warnock é especializado em acessos na Inglaterra.

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