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Domingos se diz perseguido e conta "causos" sobre sua força

Em entrevista ao iG, zagueiro afirma que árbitros o marcaram. Mesmo assim, ele não pretende mudar estilo de jogo

Paulo Passos, iG São Paulo* |

Gazeta Press
Adriano, na época no São Paulo, enfrentou o então santista Domingos
Principal astro do futebol brasileiro, Neymar dribla, vai para cima dos marcadores e muitas vezes, claro, sofre faltas e cai. O santista parece não ter medo dos zagueiros que enfrenta. Só tem medo de um.

“Minguinho, pega leve. Não bate em mim, não”. O pedido foi feito pelo atacante a Domingos , segundo o próprio zagueiro, na última vez que os dois se enfrentaram num jogo entre Santos e Portuguesa, no Campeonato Paulista.

A história é um dos causos que o zagueiro, que passou por Santos , Grêmio , Portuguesa e atualmente está no São Caetano , revelou ao iG. Conhecido por sua virilidade - muitas vezes exagerada - dentro de campo, Domingos diz que está marcado pelos árbitros do Brasil. “Eu pago pelo que fiz ou que pelo acham que eu fiz”, afirma.

O Adriano é uma ruim. Fui dar uma trombada nele e não agüentei, caí. Ficou feio para mim (risos).

Segundo ele, a fama de jogador violento é exagerada. “Nunca me viram dando um soco ou cotovelada em alguém. Não sou desleal”, diz. Aos 25 anos, Domingos até se vê mais calmo que no início da carreira. Ele, entretanto, não cogita mudar seu estilo de jogo.

“Sou forte mesmo. O cara para passar por mim tem que ter mais vontade que eu. Eu não vou desistir nunca”, jura o baiano de Muniz Ferreira. “Não saí de lá, do interior da Bahia, com 13 anos, para vir a São Paulo e pegar leve”, completa.

Confira os causos do Domingos:

Dentada
“Foi num jogo contra o São Caetano, quando eu estava no Santos. Dividi uma bola no alto com um jogador, não me lembro quem foi. Me machuquei na cabeça, mas estava tão quente que falei para o médico fazer um curativo rápido. Ele enfaixou e voltei para o jogo. Eu não sentia dor nenhuma. No vestiário, o doutor pediu para ver como estava.

Ele tirou a faixa e disse: “Domingos, tem um dente enfiado na sua cabeça”. Eu pensei que ele estava de sacanagem (risos). Ele tirou o pedaço do dente e me mostrou. Na “brincadeira”, o jogador perdeu quatro dentes. Na minha cabeça ficou só um. (risos). Tomei uns 17 pontos.”

Jogo gostoso

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Adriano, na época no São Paulo, enfrentou o então santista Domingos
“Gostei de enfrentar o Kleber, do Palmeiras, e o Tevez. Os caras têm a mesma vontade que eu. É um jogo gostoso. Não é aquele jogo que para o tempo todo, que eu encosto e o atacante já cai.

Contra o Tevez consegui vencer, quando estava no Santos e ele no Corinthians. Colei nele o tempo todo. Com o Kleber foi gostoso também, mas no finalzinho, quando eu não estava nele, fez um gol. Mas durante o jogo foi pau e pau”.

“Minguinho, não bate em mim!”
“O Neymar é abusado. No Santos x Portuguesa, no Campeonato Paulista, ele virou para mim e disse: ‘Minguinho, vai devagar, não bate em mim, não’. Ele me chama de Minguinho desde quando eu estava no Santos.

Mas ele ficou ameaçando, disse que ia dar caneta se eu chegasse forte (risos). Eu brinquei que ele não ia ganhar nenhuma em cima de mim. Tanto que ele foi para o outro lado do campo. O Robinho é que caiu na minha.

O Neymar joga muito. O neguinho tá arrastando todo mundo que tenta parar ele. Já tem que ir embora para a Europa. É muito diferenciado. Tem que aproveitar”.

Super-Domingos
“O Brum (ex-volante do Santos) era meu vizinho e a gente freqüentava a casa um do outro. Um dia, estava saindo para o treino e vi a empregada deles saindo de casa desesperada. Ela me chamou aos gritos dizendo que o filho do Brum tava preso dentro de uma mala.

O moleque foi brincar com o irmão, entrou na mala e acabou se trancando lá dentro. A empregada queria que eu abrisse. Era aquela mala de plástico duro, difícil de quebrar.

Peguei uma faca e fiz um buraco pequeno, meti o dedo, abri um espaço maior e estourei a mala. O moleque foi levado para o hospital, mas estava bem. Só teve falta de ar. Ai o Brum chegou em casa e o filho contou: 'pai, o Domingos me salvou. Ele é o meu super-herói.(risos)'. Até hoje ele brinca comigo”.

Trombada no “Imperador”
“Dos caras que eu joguei, o Adriano é o mais embaçado, é uma ruim de encarar. Uma vez fui dar uma trombada nele e não agüentei. Ele ficou de pé, inteirinho. Ai eu pensei: ‘Encontrei um dos meus’.

Eu caí e o Vanderlei Luxemburgo, que era o técnico do Santos, gritava: ‘Levanta!’ Ficou feio para mim (risos). O cara é muito forte. Ele mete o corpão e fica impossível de levar a melhor. Esse eu respeito”.
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Adriano, na época no São Paulo, enfrentou o então santista Domingos

* Colaborou Samir Carvalho, iG Santos

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