Ricardo Stuckert, que trabalhou com Lula na presidência, hoje fotografa a seleção brasileira e é apelidado por jogadores

Botafoguense desde a infância, Ricardo Stuckert não tinha o costume de acompanhar o noticiário de futebol. O hábito só veio a partir convivência com um ilustre boleiro assumido. Oito anos trabalhando com o ex-presidente Lula no Palácio do Planalto doutrinaram o fotógrafo, que desde janeiro está na CBF (Confederação Brasileira de Futebol) acompanhando a seleção brasileira .

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“Me lembro numa das primeiras vezes que me chamaram para fazer uma foto de manhã e o presidente comentou sobre um jogo que tinha acontecido na noite anterior. Estava completamente por fora. A mesma coisa aconteceu outras vezes até que um dia ele falou brincando: Você não entende nada de futebol mesmo”, lembra Stuckert.

A fala foi a deixa para o fotógrafo, que passou a seguir o noticiário esportivo. “Conversar sobre o futebol me ajudava a quebrar o gelo e ganhar a confiança dele”, diz. Com o tempo, ele acumulou outra função nas viagens presidenciais. Era quem seguia na internet os resultados da rodada e depois informava Lula, principalmente sobre os jogos do Corinthians.

Hoje o trabalho de Stuckert é acompanhar a seleção brasileira. Em janeiro, após oito anos seguindo os bastidores dos dois mandatos de Lula, o fotógrafo foi contratado pela CBF para fazer o álbum de imagens da seleção até a Copa do Mundo de 2014.

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Pelo passado ao lado do ex-presidente, “Stuckinha”, como era chamado por Lula, ganhou um novo apelido na seleção: Lulinha. Assim, alguns jogadores batizaram o fotógrafo durante a preparação do time para Copa América na Argentina. “Se eu me incomodo? Nunca, imagina. Tenho orgulho de ser conhecido como o fotógrafo do Lula”, afirma.

Ricardo Stuckert capta momento de descontração na seleção. Assista

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Filme e corneta de Lula
Mesmo com o trabalho na seleção, Stuckert segue fazendo fotos do ex-presidente em viagens internacionais. Além disso, está montando um documentário com imagens exclusivas do segundo mandato de Lula . O filme ainda não tem data para estrear.

nullO fotografo se diz um homem de sorte. “Poder acompanhar de perto dois momentos da história do país como o primeiro presidente operário e uma Copa do Mundo é algo único”, afirma. É melhor Stucker trazer sorte também para a seleção na Copa América. Porque senão ele já sabe de quem ouvirá uma corneta. “Com certeza o presidente vai me chamar de pé frio. Mas vamos torcer para que isso não aconteça”.

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