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Futebol
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Do atual elenco corintiano, só um jogador já perdeu para o São Paulo

Reformulação do time entre 2007 e 2008 fez nascer geração que desconhece derrotas para o rival. Só Edu, em 2000, perdeu para o time do Morumbi

Bruno Winckler, iG São Paulo |

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O Corinthians defende um tabu de 10 jogos contra o São Paulo neste domingo. Desde fevereiro de 2007 o time do Parque São Jorge não sabe o que é perder para o rival do Morumbi. E o detalhe mais curioso desta história é que por causa do longo período de invencibilidade só um jogador do atual elenco de 30 atletas do Corinthians já foi derrotado pelo São Paulo vestindo a camisa do clube: Edu, no início de sua carreira, no ano de 2000. No domingo, os rivais paulistas se enfrentam no estádio do Morumbi, às 17h (horário de Brasília), em duelo válido pela 34ª rodada do Campeonato Brasileiro.

A atual condição de imbatível nos clássicos contra o São Paulo da maioria dos profissionais do Corinthians se deve por um motivo simples: a mudança radical por que passou o elenco do clube em janeiro de 2008. Em 2007, ano da última vitória são-paulina, o Corinthians viveu o período mais triste de sua história. Rebaixado para a Série B no final daquela temporada o clube montou um novo elenco que iniciou o resgate corintiano no ano seguinte com um grupo de jogadores completamente reformulado em relação ao time que caiu para a segunda divisão.

Os atletas que haviam sido derrotados pelo São Paulo no Paulistão de 2007 não continuaram no clube. Nem mesmo o zagueiro Betão, autor do gol da primeira vitória do Corinthians nesta atual série invicta contra o rival ficou no time. Aquela vitória por 1 a 0, em outubro de 2007, também interrompeu um tabu de 13 jogos que era favorável ao São Paulo naquele período.

Após aquele jogo a sequência positiva de resultados contra o tradicional adversário deu origem a uma geração de jogadores corintianos que não conhecem o sabor de uma derrota para o rival preferido do presidente Andrés Sanchez, também invicto durante sua gestão no clube, iniciada justamente no final de 2007.

A atual dupla de zaga titular formada por William e Chicão, símbolos do Corinthians há quase três anos, estava em campo logo no primeiro jogo contra o São Paulo após o rebaixamento, na quarta rodada do Paulistão em janeiro de 2008. A partida terminou com um empate por 0 a 0 no Morumbi em atuação contestada do árbitro Sálvio Spínola que anulou gol de Adriano após suposta falta cometida em William.

É bom ter esse tipo de retrospecto para defender. Aumenta um pouco a responsabilidade por se tratar de um clássico, mas não podemos transformar esse tabu em algo mais importante do que nossa luta pelo título. É isso que a gente tem que ter em mente, disse William.

Outro jogador invicto contra o São Paulo é Elias, que chegou ao Corinthians na metade de 2008. O volante, além de não perder para o rival, tem ótimo retrospecto pessoal quando enfrenta o time do Morumbi. Já são quatro gols em Rogério Ceni. O primeiro no duelo de ida pela semifinal do Paulistão de 2009, na vitória por 2 a 1. Neste ano, o camisa 7 voltou a deixar sua marca no duelo do Estadual vencido por 4 a 3 pelo Corinthians e também no confronto do primeiro turno, quando marcou duas vezes na vitória por 3 a 0.

Eu tenho certa dose de sorte contra o São Paulo. Gosto de jogar clássicos como esses. Em que todo torcedor fica ansioso. Espero que a gente continue com essa marca favorável para gente. O mais importante é vencer e continuar nessa briga pelo título, disse Elias.

Jogadores que chegaram depois da campanha na Série B também têm tido bons números contra o São Paulo. Jucilei já marcou duas vezes no confronto. Assim como Ronaldo, que nas duas vezes em que enfrentou o São Paulo no Morumbi pelo Corinthians não passou em branco.

O técnico Tite releva o retrospecto recente contra o rival e diz não acreditar que o tabu possa fazer alguma diferença  a favor do Corinthians. Eu não vejo vantagem. O passado passou, o futuro não dá para se ver. O futebol  é muito imediatista, o futebol é agora, é hoje. O que fica é a grandeza do confronto, outros aspectos não interferem, disse o técnico.

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