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Dissidentes recuam e já apoiam permanência de Ricardo Teixeira

Sete federações pediram assembleia para discutir sucessão na CBF. Entidade convocou encontro para o próximo dia 29

Paulo Passos, iG São Paulo |

No dia em que deve retornar as suas atividades à frente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), assim como foi publicado no site da entidade , Ricardo Teixeira já vê seus dissidentes recuando e lhe jurando apoio. Um grupo de presidentes de sete federações estaduais solicitou na última sexta-feira uma assembleia para discutir a provável sucessão na CBF. O movimento desagradou Teixeira, que convocou um encontro entre os filiados para o dia 29 de fevereiro.

Veja também: Apesar de rumores, Ricardo Teixeira diz que fica na CBF

À frente do movimento de resistência, o presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Novelletto, diz agora apoiar Teixeira incondicionalmente. “Tudo que ele prometeu, ele atendeu na íntegra até agora. O Rio Grande do Sul não tem nada a reclamar do Ricardo Teixeira. Sou grato e fiel a ele. Se quiser ficar mais 30 anos, apoio”, afirma o cartola.

Novelletto liderou um movimento de dirigentes contrários à sucessão de Ricardo Teixeira por José Maria Marin , vice-presidente da CBF. De acordo com o estatuto, por ser o vice mais velho, Marin assumiria caso o presidente da entidade deixe o cargo.

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Os presidentes das federações gaúcha, baiana, carioca, mineira, paranaense, paraense e baiana viam a sucessão como um fortalecimento dos paulistas na CBF. Marin foi governador de São Paulo e é muito próximo do presidente da Federação Paulista de Futebol, Marco Polo Del Nero.

Getty Images
Ricardo Teixeira e Ronaldo em evento da Copa de 2014
O movimento dos dissidentes, que deram entrevistas admitindo a saída de Teixeira irritou o cartola, que teria até ameaçado os cartolas com represarias às federações descontentes. Gente próxima ao número 1 da CBF vê Novelletto articulando uma candidatura à presidência da entidade.

“Eu não recebo um tostão da CBF. A Federação Gaúcha de Futebol só recebeu um cheque uma vez, quando o antigo prédio da CBF foi vendido. Todas as federações ganharam”, diz Novelletto. Segundo o dirigente, outras federações recebem repasses mensais da CBF. “Eu diria que 90%”, afirma.

Cartola pressionado
Após uma semana de rumores, o presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, divulgou uma nota na última sexta-feira informando que “retomará as atividades que constam da sua agenda de trabalho na CBF após o carnaval”. No mesmo dia, ele viajou para Miami, onde passou o feriado com a família.

Segundo pessoas próximas ao cartola, Teixeira já cogita deixar a CBF desde o final de 2011. Sem apoio da Fifa, que já trata da Copa do Mundo de 2014 diretamente com o Governo Federal, e sem diálogo com a presidenta Dilma Rousseff, o cartola sofreu com novas denúncias de corrupção.

Envolvido, segundo a BBC, em um caso de corrupção dentro da Fifa, que está sendo investigado na Suíça, o brasileiro tem seu nome ligado agora a um escândalo no Brasil. Documentos revelados pela Folha de S. Paulo apontaram que o cartola tem ligações com a empresa que superfaturou o amistoso da seleção brasileira contra Portugal, em 2008, no Distrito Federal. O caso foi investigado pela Polícia Civil de Brasília e está na Justiça Federal.

Em dezembro, Ricardo Teixeira chegou a pedir uma licença do cargo de presidente da CBF e do COL (Comitê Organizador Local da Copa do Mundo). Durante o período deixou de comparecer ao Mundial Interclubes e ao prêmio de melhor jogador do mundo, importantes eventos da Fifa, onde o dirigente já não goza de prestígio. Nas duas ocasiões, foi representado por José Maria Marin, seu vice-presidente mais velho.

 

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