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Disfarçado de 4-6-0, Inter chega a ter quatro atacantes por jogo

Veja os motivos do sucesso da tática inovadora e emergencial adotada pelo técnico Dorival Júnior

Gabriel Cardoso, iG Porto Alegre |

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Contra o Avaí, no 4-6-0, Inter fez três gols em seis minutos
Chamou atenção nas últimas duas rodadas uma opção tática de Dorival Júnior. No empate contra o São Paulo e na vitória sobre o Avaí, o treinador do Internacional, durante o jogo, abriu mão do centroavante, colocando um meia e escalando um teórico 4-6-0.

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Mais do que isso. Conseguiu bons resultados com a ideia inovadora. Empatou com os paulistas, após desperdiçar muitas chances de gol; e virou o jogo contra os catarinenses, quando perdia por 2 a 1.

O iG foi buscar a explicação para o sucesso da tática sem atacantes. A surpresa é um dos fatores que contribui para isso. O 4-6-0 no papel, pode virar um 4-2-4 na prática. A ideia até não é inédita. Dorival já havia colocado em prática em 2009, quando treinava o Vasco e também conviveu com desfalques no ataque.

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Alexandre Lops/AI Internacional
Jogadores mostraram boa adaptação ao 4-6-0
“Discordo que seja um 4-6-0. Esquema tático tem que ser analisado pela função do jogador. Lá em São Paulo, Dorival deixou Bolatti e Guiñazu como volantes e fez uma linha de quatro jogadores na frente. Ficou um 4-2-4. Não tinha atacante de origem, mas todos finalizaram e de dentro da área”, explica Nando Gross, comentarista da Rádio Gaúcha, em entrevista ao iG.

“Os jogadores que se movimentam na frente acabam virando atacantes, foi o que aconteceu. Não são jogadores fixos de área, mas jogam no ataque. O centroavante fixo de área não existe há horas. O Inter usou o que a maioria dos clubes do mundo estão usando. A bola circula por todo mundo, não deixa que a zaga fixe a marcação”, completa Cláudio Duarte, treinador de futebol.

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O fator surpresa acaba contribuindo para o sucesso da tática. Sem um atacante fixo para marcar, os zagueiros acabam ficando perdidos por um tempo. Foi o que bastou para o Inter virar o jogo sobre o Avaí, fazendo três gols em seis minutos, tendo D´Alessandro, João Paulo, Oscar e Ilsinho como jogadores mais avançados. Para começar o jogo, o “4-6-0” pode não dar tanto resultado. O próprio Dorival Júnior descarta escalar um time desde o início nessa formatação:

“Futebol é assim, às vezes você tem que criar uma situação. Não tínhamos atacante no campo e passamos a trabalhar pelo lado do campo, isso faz com que os zagueiros percam função e eles têm dificuldades para encaixar essa marcação”, comenta.

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“Começar um jogo assim acaba perdendo na ausência do especialista na função. Isso pode surpreender uma zaga, mas ela pode se preparar pra isso. O Inter tem jogadores de muita habilidade”, completa Nando Gross.

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O importante acaba sendo a participação dos jogadores. Mesmo sem seu artilheiro, Leandro Damião, machucado, e desfalque nas últimas cinco rodadas, o Inter tem o melhor ataque do Campeonato Brasileiro – 50 gols.

“Quando tem a necessidade dos jogadores chegarem na área, eles acabam fazendo. Foi assim diante do São Paulo e do Avaí, mas isso não pode acontecer somente quando não tem um jogador de referência. Quando ele estiver em campo, a gente tem que chegar também para não deixá-lo sozinho”, comenta o lateral-esquerdo Kléber.

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Neste domingo, contra o Corinthians, no Beira-Rio, voltará a fazer a função de camisa nove. Se não render, o técnico Dorival Júnior sabe que pode partir para o 4-6-0, deixando o time ainda mais ofensivo.

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