Artilheiro do São Paulo em 2010, atacante já teve outros episódios polêmicos desde que chegou ao clube

Ao que tudo indica, o último episódio polêmico envolvendo Dagoberto não terá maiores consequências para o atacante ou para o São Paulo . Depois de irritar Paulo César Carpegiani durante a vitória por 3 a 2 e ser punido com uma multa de 10% do salário pela diretoria do clube, o camisa 25 pediu desculpas ao treinador, dizendo ter sido mal interpretado em uma situação normal de jogo.

O acontecimento desta semana, porém, ganhou grande repercussão principalmente pelo fato de não ser a primeira polêmica envolvendo o jogador desde sua chegada ao São Paulo. Ou melhor, desde antes de sua chegada à capital paulista, já que a própria negociação de sua transferência vindo do Atlético-PR gerou um grande imbróglio judicial entre os dois clubes.

Revelado pelo clube paranaense, ele chegou ao Morumbi em 2007, depois de uma longa batalha para se desvincular do Atlético-PR, o que só aconteceu depois do depósito da multa pela rescisão contratual, de R$ 5 milhões.

Logo em 2007, Dagoberto ajudou o São Paulo a conquistar o bicampeonato brasileiro, inclusive marcando um gol na partida que decidiu o título, contra o América-RN. Mas o fato é que nos dois anos que esteve sob o comando de Muricy Ramalho, ele nunca se sentiu prestigiado da forma que considerava merecer.

Em pouco menos de quatro anos na equipe, o atacante teve “concorrentes” no ataque como Diego Tardelli, Aloísio, André Lima, Leandro, Borges, Washington e Ricardo Oliveira. Assim, sua titularidade nem sempre foi garantida, o que gerou insatisfações não apenas na era Muricy, mas também após a chegada de Ricardo Gomes em 2009.

Antes da troca de treinadores, na derrota por 1 a 0 para o Santos no Campeonato Paulista de 2009, Dagoberto discutiu com Washington após o jogo por conta de um lance em que preferiu chutar a gol em vez de tocar para o companheiro, que estava livre.

No começo do ano passado, ele recebeu sua primeira multa da diretoria por conta de uma expulsão diante da Portuguesa, também pelo Campeonato Paulista, e foi criticado pelo então comandante. “É um atacante veloz e habilidoso, simplesmente não precisa ser expulso. Mesmo se tivesse de marcar, não precisa ser expulso”, disse Ricardo Gomes na época.

Após a eliminação na Copa Libertadores e a queda de Ricardo Gomes, a polêmica foi outra. A diretoria são-paulina tentou negociar o jogador com o futebol da Ucrânia e, depois de negar a hipótese, ele chegou a não ser nem relacionado pelo técnico interino Sérgio Baresi. Dessa vez, ele não escondeu a insatisfação e deixou o sentimento transparecer publicamente.

Com a chegada de Carpegiani, tudo parecia ter mudado para Dagoberto até a última quinta-feira. Desde que chegou, em outubro, o treinador declarou considerar o camisa 25 um jogador diferenciado e sempre disse que ele era fundamental nos seus planos. Deu ao atacante, enfim, o status de intocável na equipe que ele sempre almejou.

O bate-boca recente, porém, abalou a confiança do treinador. Carpegiani deixou claro que não irá mais “brecar” uma possível negociação para a saída do atacante. Apesar disso, não deve puni-lo com a exclusão dos jogos do São Paulo. Neste domingo, contra o Botafogo-SP, por exemplo, ele deve ser titular.

A Dagoberto, restou se justificar. “Sobre hierarquia eu tenho uma clareza bem grande de que quem manda é o Paulo. Nunca tive problemas com ninguém, com nenhum técnico aqui dentro. Meu currículo diz por mim. Tenho minha personalidade, tenho meu estilo de vida, tenho meu gênio, mas sempre respeitando a todos”.

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