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Dirigente nega retorno de Jobson ao Botafogo até o meio do ano

Clube quer aguardar o julgamento do atacante na Corte Arbitral do Esporte e pode repassá-lo a outro time

Renan Rodrigues, iG Rio de Janeiro |

O silêncio do atacante Jobson, ao deixar a reunião com a diretoria do Botafogo, nesta quinta-feira, já indicava que a decisão do clube sobre a possível volta do jogador não havia agradado. Em coletiva, no final desta tarde, o gerente de futebol do Botafogo, Anderson Barros, negou a possibilidade do atacante retornar ao clube agora e afirmou que uma possível 'segunda chance' ao atleta só acontecerá após o julgamento na Corte Arbitral do Esporte, em junho, que irá analisar a punição aplicada ao jogador no caso de doping por cocaína, no final de 2009.

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"Sendo bem claro, para ele sair do Atlético-MG, ele terá que ir para outro clube, até que as questões de comportamento dele sejam resolvidas. O Jobson tem julgamento no dia 21 de junho, o resultado não é automático, pode demorar meses. Durante essa situação toda, ele não volta para o Botafogo. A única chance de ele sair do Atlético-MG, é procurar outra equipe, assumir responsabilidades em outro clube, ter compromisso", explicou o gerente de futebol do Botafogo.

Apesar da resistência do clube, caso a pena de Jobson seja revista no julgamento, ele retornará ao clube carioca, já que uma cláusula no contrato de empréstimo ao Atlético-MG prevê a devolução do jogador nessas condições. "Dependendo da análise do CAS, ele terá de retornar ao Botafogo antes do fim do ano, sim, pois existe um contrato em vigor. De outra forma, não acredito que o retorno dele ao clube em 2011 aconteça", afirmou Anderson Barros.

Para Anderson, Jobson ainda não provou que merece uma nova oportunidade na equipe carioca. O dirigente citou como exemplo, uma reunião marcada com o atacante há duas semanas, na sede do clube, que o jogador simplesmente não apareceu.

"Disse para ele, que se ele tivesse honrado o que acordou conosco, se tivesse na minha sala às 13h, no sábado, a situação poderia ser mais interessante. Ele poderia ter ido para fora do Brasil, jogando dois torneios internacionais, mas infelizmente ele não veio. As pessoas precisam ter responsabilidade. Pedi que ele me respondesse depois. É muito fácil chegar e falar que quer voltar, quer jogar, mas tem que mostrar compromisso", completou Anderson Barros.

Desta forma, o jogador deve ser emprestado para outra equipe até a data do julgamento. Um dos interessados seria o Bahia. O dirigente confirma que uma equipe da primeira divisão já foi indicada para o atacante, que responderá se aceita deixar o Atlético-MG e encarar um novo desafio em outro clube.

"O clube que a gente indicou para ele é de primeira divisão, mas não é o clube que importa, o que importa é assumir uma responsabilidade e cumprir. Ele nunca mostrou para nós essa capacidade. Ele tem contrato com o Botafogo até 2015, mas num determinado momento, teve uma conduta contrária ao que a gente acredita ser necessário para um jogador profissional, por isso decidimos emprestá-lo", explicou Anderson Barros.

Até mesmo uma negociação definitiva com outra equipe não está descartada. Porém, para isso, o Brasiliense, que detém 40%  direitos econômicos do atacante, teria que concordar com a proposta. "Temos um parceiro nessa situação, que é o Brasiliense, e desde que os problemas começaram a aparecer, tem nos ajudado muito. Se aparecer uma situação que for boa para todo mundo, podemos sentar e negociar sem problema", declarou o dirigente do Botafogo.

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