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Segundo Anderson Barros, clube poderá ajudar financeiramente o jogador, que ficará seis meses afastado

Punido pelo CAS (Corte Arbitral do Esporte) nesta quarta-feira com mais seis meses de afastamento do futebol , o atacante Jobson não voltará ao Botafogo . O jogador, que foi dispensado pelo Bahia no mês passado , terá que manter a forma de maneira independente e terá um acompanhamento do clube carioca, que avaliará a possibilidade de dar uma nova oportunidade ao jogador em março de 2012, quando se encerra sua punição. O contrato de Jobson com o Botafogo vai até 2015.

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"Nem cogitamos a reintegração dele, não existe nenhuma chance. Nos próximos dias teremos uma reunião para autorizar a rescisão dele junto ao Bahia. Assim, automaticamente ele retorna o seu vínculo ao Botafogo. Vamos colocar uma série de situações para que ele possa ter um processo de reintegração ou recuperação. Somente depois desses seis meses o Botafogo tomará sua decisão", declarou o gerente de futebol do Botafogo, Anderson Barros.

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Sem revelar detalhes da 'cartilha' que o atacante terá que seguir, o clube diz que ajudará o jogador financeiramente, apesar de poder rescindir por conta da nova pena imposta pelo CAS.

"Não acredito que ele tenha economizado para passar seis meses sem auxílio. Como não poderá exercer a atividade, pode ser ajudado pelo Botafogo.Temos um programa, se for todo ele cumprido, vamos poder dar um suporte a ele. Mas terá que superar etapas. Estamos fazendo um investimento, pois ele é um patrimônio do clube. Se estiver se recuperando, não há razão para não ajudar", disse Anderson Barros.

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Anderson Barros não confirmou se o clube indicará algum tipo de internação ou acompanhamento psicológico, mas lembrou que o jogador errou e terá que pagar. Por isso, a ideia é acompanhar a evolução do jogador passo a passo para depois decidir se ele defenderá novamente a camisa do Botafogo.

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"Não acho que podemos entrar no mérito particular, internação seria um problema pessoal demais para mencionarmos. Ele errou, para ter uma nova chance, terá que fazer certas coisas. Todos que cometem erros precisam pagar e mostrar que perecem uma nova oportunidade. Algumas condições vão ser impostas. Passa por um processo de recuperação para que ele tenha a chance de ter apoio e uma relação com o Botafogo. Ele pode vir a fazer parte. Nem vou dizer a ele se vai ter ou não chance. Primeiro ele tem que provar", finalizou Anderson Barros.

Entenda o caso :
Pego no exame antidoping quando defendia o Botafogo, nas partidas contra Coritiba e Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro de 2009, Jobson admitiu em julgamento que havia usado crack. Primeiro o STJD aplicou uma pena de dois anos para o atacante, mas após recurso, a punição acabou sendo reduzida para seis meses. A Agência Mundial Antidoping (Wada) discordou da redução da pena original e recorreu ao CAS, que determinou mais seis meses de suspensão ao atleta.

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