Mohammed bin Hammam , da Federação do continente, é contra que o Catar permita que outros países do Oriente Médio recebam jogos

O presidente da Confederação Asiática de Futebol (AFC, na sigla em inglês), Mohammed bin Hammam, descartou neste sábado a possibilidade de o Catar dividir alguns jogos da Copa do Mundo de 2022 com países vizinhos. A ideia havia sido sugerida pelo presidente da Fifa, Joseph Blatter, e apoiada pelo presidente da Uefa, Michel Platini.

Os dois dirigentes entendem que a distribuição das partidas contribuiria para o desenvolvimento do futebol no Golfo Pérsico e também ajudaria o turismo. Por ter apenas 11.437 quilômetros quadrados, o Catar abrigará dez dos 12 estádios previstos para o Mundial num raio de 30 quilômetros, o que dificultaria os lucros com o deslocamento de torcedores estrangeiros. O presidente da AFC, no entanto, já rechaçou essa possibilidade. "O Catar candidatou-se sozinho para organizar a Copa, então é justo somente que ele organize as partidas", disse Hammam, que é catariano.

O dirigente afirmou ainda que não é necessário que o país divida algumas partidas com os países vizinhos (Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Omã e Bahrein, entre outros), para que o Golfo Pérsico se desenvolva. "Uma infraestrutura precisa ser construída. Várias pessoas virão para levantar essa infraestrutura. Vejo um grande impacto econômico e até mesmo no futebol por si só, que será muito promovido", completou Hammam.

A AFC não se posicionou sobre a sugestão de vários dirigentes importantes do futebol mundial, entre eles Blatter e Platini, de que a Copa seja transferida de junho e julho, meses em que é normalmente disputada, para janeiro, a fim de evitar as altas temperaturas no Catar no meio do ano.

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