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Dirigente argentino nega suborno para votar no Catar como sede

A votação das sedes dos próximos mundiais foi feita com total seriedade, afirmou Julio Grondona, presidente da AFA e um dos vice-presidentes da Fifa

Agência Estado |

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O presidente da AFA (Associação de Futebol Argentino), Julio Grondona, negou nesta segunda-feira a versão do diário "The Wall Street Journal" segundo a qual se falou em pagar para a entidade US$ 78 milhões (R$ 132,2 milhões) em troca do seu voto a favor do Catar para ser a sede da Copa do Mundo de 2022. "É uma invenção, são especialistas nisso", afirmou Grondona.

O dirigente, que é um dos vice-presidentes da Fifa e membro do seu comitê executivo, disse que 50 anos como dirigente "não se jogam ao mar, ninguém tem a noção do que significa isso", reclamou. "A votação das sedes dos próximos mundiais foi feita com total seriedade. Mas a Fifa é muito poderosa, então o ciúme e a inveja prejudicam os homens que estão à frente das coisas".

O dirigente relacionou a publicação da acusação com o fracasso das candidaturas da Inglaterra para a Copa de 2018 e dos Estados Unidos para o Mundial de 2022. Rússia e Catar foram escolhidos para receber o evento em 2018 e 2022, respectivamente. "Se sentem mal, estão acostumados a ganhar sempre, como for".

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